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Cafeteiras de cápsula liberam microplásticos diretamente na bebida, aponta pesquisa

Por Yasmin Henrique
27/05/2026
Em Mais Tendências, Colunas
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Cafeteiras de cápsula liberam microplásticos diretamente na bebida, aponta pesquisa

(Foto: reprodução/Irina Rybcko/Unsplash)

A popularização das cafeteiras de cápsula nos últimos anos, impulsionada pela praticidade e pelo apelo sofisticado de marcas como Nespresso e Dolce Gusto, intensificou discussões sobre os possíveis impactos ambientais e efeitos à saúde relacionados ao consumo desse tipo de produto.

Estudos recentes indicam que o preparo do café em máquinas de cápsula pode liberar milhares de partículas microscópicas de plástico diretamente na bebida.

Uma pesquisa publicada em 2023 na revista científica Environmental Science & Technology apontou que cafeteiras de cápsula podem liberar entre 13 mil e 25 mil partículas de microplástico por litro de café preparado.

Microplásticos nas capsulas de café

Liberação de microplásticos

  • Pesquisadores afirmam que a combinação de água entre 85 °C e 95 °C com alta pressão favorece a liberação de microplásticos durante o preparo do café.
  • A água passa por peças plásticas da máquina, como reservatório, tubos, bico de saída e cápsula.
  • O calor e a pressão aceleram o desgaste microscópico desses materiais.

Cápsulas como principal fonte

  • As cápsulas concentram a maior parte da contaminação, segundo os pesquisadores.
  • Durante o preparo, a perfuração da cápsula provoca desgaste no plástico e na membrana de alumínio.
  • Partículas de plástico e alumínio podem ser transferidas para a bebida.

Outros métodos industrializados

  • Um estudo da Food Chemistry identificou microplásticos também em sachês de café drip bag.
  • Pesquisadores estimam que o uso contínuo desses filtros pode resultar na ingestão acumulada de mais de 50 mil partículas ao longo do tempo.

Materiais identificados

  • Entre os materiais encontrados estão polietileno (PE), polipropileno (PP), poliéster (PET) e rayon.
  • Especialistas afirmam que o contato prolongado entre água quente e plástico acelera a degradação desses materiais.

Consenso e redução da exposição

Apesar das descobertas, ainda não existe consenso científico definitivo sobre quais níveis de microplásticos representam risco direto à saúde humana.

Pesquisas recentes investigam possíveis efeitos inflamatórios, toxicológicos e a capacidade dessas partículas nanométricas atravessarem células intestinais e alcançarem a corrente sanguínea.

Para reduzir a exposição a microplásticos, pesquisadores recomendam métodos de preparo com menor contato entre água quente e plástico, como cafeteiras French press de vidro e aço inox, coadores de papel e cafeteiras italianas sem componentes plásticos aquecidos.

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Yasmin Henrique

Yasmin Henrique

Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

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