A rede de fast food Burger King poderá mudar de mãos na Argentina. A controladora das operações no país, o grupo mexicano Alsea, anunciou a intenção de vender todas as unidades da marca no território argentino.
A decisão não se restringe à Argentina: a empresa também avalia o futuro das operações da Burger King no Chile e no México, onde detém os mesmos direitos de operação. O movimento faz parte de uma estratégia regional de desinvestimento.
Burger King ficará à venda após fechar todas lojas em país
A Alsea é uma gigante latino-americana do setor de alimentação, com um portfólio que inclui marcas como Starbucks, Domino’s, Chili’s e outras.
No caso do Burger King, a Alsea atua como franqueada máster, ou seja, detém a licença para explorar a marca em determinados mercados.
Vale lembrar que, embora o Burger King seja uma rede internacional com identidade visual e cardápio padronizados em diversos países, suas unidades operam majoritariamente por meio de franquias.
Isso significa que empresas locais podem adquirir o direito de abrir e administrar lojas da marca, obedecendo a um conjunto rígido de normas definidas pela matriz, para que o consumidor tenha a impressão de padronização, caso de outros gigantes, como o McDonald’s, por exemplo..
Na Argentina, a Alsea é responsável pelas operações desde 2013 e atualmente comanda 118 lojas distribuídas em diversas províncias, incluindo Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Tucumán.
Segundo informações do jornal argentino La Nación, a companhia já contratou o banco BBVA para buscar possíveis compradores. Caso não haja interessados, existe o risco de fechamento das lojas.
No entanto, analistas do setor consideram improvável essa hipótese, dado o tamanho e a relevância da rede no país, onde disputa diretamente com McDonald’s e Mostaza pela liderança do segmento.
Burger King enfrenta pressão da concorrência na Argentina
A venda faz parte de um plano mais amplo da Alsea de focar em marcas com maior rentabilidade e desempenho mais estável.
As operações da Burger King têm enfrentado pressão nos últimos anos, com margens apertadas e aumento da concorrência, tanto de grandes redes quanto de estabelecimentos artesanais que oferecem hambúrgueres gourmet.
Outro fator que influenciou a decisão foi o cenário econômico argentino, marcado por inflação alta e consumo retraído, o que afeta diretamente o setor de alimentação rápida.
Entre os potenciais compradores estão grupos locais já inseridos no mercado de fast food, como a DGSA, dona das marcas KFC e Sbarro, além de fundos de investimento como o Inverlat, e o grupo equatoriano Int Food, que já opera Wendy’s e KFC na América Latina.





