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Brasileiros precisam se preparar para apagão de 58 minutos no céu

Por Leticia Florenço
01/03/2026
Em Mais Tendências, Colunas
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Eclipse dia vai virar noite

Eclipse visto da Lua - Divulgação/Firefly Aerospace

Dentro de poucos dias, brasileiros e observadores de várias partes do mundo terão um compromisso marcado com o céu.

Um eclipse lunar total promete transformar a aparência da Lua por cerca de 58 minutos, criando o fenômeno popularmente conhecido como “Lua de Sangue”. Apesar do nome dramático, não há motivo para preocupação: trata-se de um espetáculo natural previsto pela astronomia.

Esse tipo de evento costuma despertar curiosidade porque dá a impressão de que a Lua “desaparece” temporariamente. Na prática, o que ocorre é um alinhamento preciso entre Sol, Terra e Lua.

Por que a Lua fica vermelha

A coloração avermelhada não é coincidência nem efeito visual da atmosfera local. Quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, ela projeta sua sombra sobre o satélite natural. Mesmo assim, parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre e é desviada na direção da Lua.

Nesse processo, os comprimentos de onda azulados se dispersam mais, enquanto os tons avermelhados conseguem atravessar e iluminar suavemente a superfície lunar. É exatamente o mesmo princípio que deixa o pôr do sol alaranjado.

O resultado é aquela aparência cobre-avermelhada que tornou a “Lua de Sangue” tão famosa.

Duração

O destaque deste eclipse é a fase de totalidade, quando a Lua fica totalmente dentro da sombra da Terra, prevista para durar cerca de 58 minutos. Esse intervalo relativamente longo aumenta o tempo de observação para quem estiver em regiões privilegiadas do planeta.

Eventos mais longos costumam ser considerados especiais por astrônomos amadores e profissionais, pois permitem observar com calma as mudanças de brilho e tonalidade do satélite.

O que será possível ver no Brasil

Embora o fenômeno seja global, a experiência brasileira será limitada. No país:

  • Norte e Centro-Oeste: Será possível ver apenas o começo da fase parcial por poucos minutos antes do amanhecer.
  • Sul, Sudeste e Nordeste: O eclipse será basicamente penumbral e muito discreto, quase imperceptível a olho nu.

Ou seja, a famosa Lua totalmente vermelha não será visível por aqui desta vez. Ainda assim, quem acordar cedo e tiver céu limpo pode tentar observar um leve escurecimento lunar.

Onde o espetáculo será completo

A visão privilegiada da totalidade ficará concentrada em outras partes do planeta. O eclipse total poderá ser acompanhado principalmente em:

  • Leste da Ásia
  • Leste da Austrália
  • Nova Zelândia
  • Regiões do Oceano Pacífico
  • Oeste da América do Norte

Nesses locais, a Lua deverá adquirir o tom vermelho intenso durante a fase máxima e depois retornar gradualmente à cor habitual.

Entendendo os tipos de eclipse lunar

Os eclipses lunares não são todos iguais. Eles se dividem em três categorias principais:

  • Eclipse total: A Lua entra completamente na sombra da Terra e pode ficar avermelhada.
  • Eclipse parcial: Apenas uma parte do disco lunar é encoberta pela sombra mais escura.
  • Eclipse penumbral: A Lua passa pela penumbra da Terra e sofre apenas um leve escurecimento acinzentado, muitas vezes difícil de perceber.

O evento desta vez terá totalidade globalmente, mas não visível do Brasil.

Outro motivo para o interesse é o intervalo até o próximo eclipse lunar total amplamente observável. Segundo previsões astronômicas, o próximo evento desse tipo ocorrerá apenas em 2028.

Isso torna a ocorrência atual especialmente relevante para quem gosta de acompanhar fenômenos celestes, mesmo que no Brasil a visualização seja limitada.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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