Em 2025, o Brasil registrou a intensificação de eventos climáticos extremos, reforçando alertas sobre a instabilidade do clima. A Retrospectiva Climática 2025 da Climatempo indica um ano marcado por fortes contrastes, com episódios de frio intenso, ondas de calor atípicas, ventos severos e fenômenos como ciclones extratropicais e tornados em diferentes regiões do país.
O levantamento mostra que eventos de alto impacto se repetiram ao longo de todo o ano, evidenciando um aumento na frequência e na intensidade desses eventos, que passaram a integrar de forma recorrente a dinâmica climática recente brasileira.
Principais eventos climáticos extremos de 2025
- Maio: Fim do mês marcado pela atuação de massas de ar polar mais intensas, dando início a um período prolongado de temperaturas abaixo da média em diversas regiões do país.
- Junho: Entre os dias 16 e 20, o Rio Grande do Sul enfrentou chuvas volumosas e persistentes, que provocaram alagamentos e inundações em diferentes municípios.
- Julho: No final do mês, rajadas de vento de forte intensidade atingiram o estado de São Paulo. No mesmo período, o litoral do Rio de Janeiro registrou episódios de ressaca, com impacto na faixa costeira.
- Setembro: Nos dias 21 e 22, ventos intensos voltaram a atingir a capital paulista. Em Santos, as rajadas superaram 100 km/h, caracterizando um dos episódios mais severos do ano na região.
- Outubro: No dia 20, um evento de frio fora de época se destacou: a cidade de São Paulo registrou 11,2 °C, a menor temperatura para o mês em mais de dez anos.
- Novembro: Em 7 de novembro, um tornado F4 atingiu Rio Bonito do Iguaçu (PR), durante a formação de um ciclone extratropical. No dia 23, tempestades de granizo causaram danos no Rio Grande do Sul e no interior paulista.
- Dezembro: Entre 8 e 10, um ciclone extratropical no Sul gerou ventos intensos, com rajadas históricas em áreas urbanas e aeroportos, como Congonhas. No dia 28, São Paulo registrou 37,2 °C, recorde de calor para dezembro.
Além disso, o regime de chuvas apresentou desvios significativos. Houve volumes elevados no Nordeste, especialmente na Bahia, em períodos atípicos, enquanto na Região Norte a persistência das precipitações comprometeu a configuração do chamado “verão amazônico”, alterando padrões climáticos tradicionais e reforçando os sinais de um clima cada vez mais extremo.





