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Bolas de concreto de 400 toneladas devem ser lançadas no mar

Por Karoline Calumbi
16/05/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Foto: Shutterstock/Damsea

Foto: Shutterstock/Damsea

O Instituto Fraunhofer IEE, um dos principais centros de pesquisa aplicada da Alemanha, está à frente de uma proposta inovadora de geração e armazenamento de energia renovável em ambientes marinhos.

Desde 2012, o projeto StEnSea (Stored Energy in the Sea), desenvolvido em parceria com a empresa Pleuger e financiado por entidades públicas e privadas, vem testando esferas de concreto de 400 toneladas submersas a até 800 metros de profundidade.

A proposta busca revolucionar o armazenamento de energia de longa duração, com base em tecnologia hidrelétrica adaptada ao oceano.

Vale mencionar que os testes finais estão previstos para ocorrer antes de 2026, nas águas de Long Beach, nos Estados Unidos. Já as costas de países como Brasil, Noruega, Portugal e Japão também são consideradas áreas estratégicas para futuras instalações, devido ao fluxo oceânico estável e baixa interferência ambiental.

Como funcionam as bolas de concreto

Cada esfera de concreto tem nove metros de diâmetro e é oca por dentro, contendo uma válvula motorizada que desempenha papel fundamental no sistema. Durante o dia, quando a demanda de energia é menor, bombas submersíveis expulsam a água do interior das esferas, acumulando energia potencial.

À noite, ou em momentos de maior necessidade energética, a água do mar retorna para dentro das esferas com pressão, ativando a válvula como turbina e gerando eletricidade.

Esse processo simula o mecanismo de armazenamento por bombeamento, bastante utilizado em usinas hidrelétricas em terra firme, mas adaptado ao fundo do mar. A grande vantagem do sistema é o uso da pressão natural do oceano para viabilizar o armazenamento e a liberação de energia sem emissão de poluentes nem resíduos tóxicos.

Energia limpa e durabilidade para o futuro

É importante mencionar que as bolas de concreto têm capacidade estimada para armazenar cerca de 820.000 gigawatts-hora e podem abastecer milhares de residências. Com uma vida útil próxima de 60 anos, o sistema também se mostra economicamente viável e ambientalmente sustentável.

Outro detalhe importante é a possibilidade de replicação da tecnologia em lagos profundos, tanto naturais quanto artificiais, além de sua aplicação complementar a outras fontes de energia, como parques eólicos offshore.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Karoline Calumbi

Karoline Calumbi

Jornalista pela UFRRJ, universidade da baixada do Rio de Janeiro. Apaixonada pela profissão e dedicada em diariamente informar e entreter os leitores.

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