A busca por produtos fitness e suplementos proteicos confiáveis ganhou um alerta importante no Espírito Santo. Os biscoitos da marca WheyViv, comercializados como ricos em proteína, apresentaram graves diferenças entre o valor declarado nas embalagens e o conteúdo real.
A situação, revelada após testes laboratoriais, evidencia uma fraude dentro da própria linha de produção, afetando consumidores e comerciantes.
Fraude confirmada em laboratório
Segundo o Procon-ES, análises realizadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) mostraram que os biscoitos WheyViv continham, em média, 50% menos proteína do que anunciado.
Um produto que indicava 16g de proteína por 45g apresentou apenas 7,92g. Outro rótulo declarava 20g, mas o teste constatou 10,39g. A constatação aponta que a fraude não era apenas pontual, mas sistemática dentro da produção da marca, fabricada no Rio de Janeiro.
Operação Fake Whey e apreensão de produtos
Como resposta à denúncia, a Operação Fake Whey foi deflagrada por uma ação conjunta da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa (Ales), da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e do Procon-ES.
Durante a operação, cerca de 3.968 pacotes de biscoitos Whey Viv Fit foram retirados das prateleiras em estabelecimentos da Grande Vitória e outros municípios, incluindo sabores como amendoim, cookies, banana, suspiro, gergelim e coco.
O objetivo da operação foi proteger o consumidor e impedir que produtos com composição fraudulenta continuassem sendo vendidos, evitando riscos à saúde.
Direitos do consumidor e responsabilidades do comércio
O Procon-ES ressaltou que os consumidores têm direito ao reembolso integral caso tenham adquirido os biscoitos WheyViv.
Quanto aos comerciantes, embora não sejam responsáveis pela fraude, devem interromper imediatamente a venda e devolver os produtos à fábrica, sob risco de multa que pode chegar a R$ 14 milhões caso insistam em comercializar os itens.
A diretora-geral do Procon-ES, Letícia Coelho, reforçou: “Os comerciantes não são suspeitos, mas quem insistir em vender o produto será responsabilizado solidariamente”.
Ação policial e investigação sobre intenção fraudulenta
O delegado Eduardo Passamani explicou que o caso será encaminhado à Polícia Civil do Rio de Janeiro para apurar se houve intenção deliberada de fraude na rotulagem.
Ele também destacou o papel dos consumidores como fiscais do mercado, denúncias são essenciais para identificar práticas enganosas, especialmente em um momento em que cresce o consumo de produtos voltados à suplementação proteica.
Próximos passos da Operação Fake Whey
A fase atual da operação é apenas o início de uma série de ações voltadas ao mercado de produtos nutricionais. A próxima etapa pretende investigar suplementos alimentares suspeitos de diferença entre o valor declarado no rótulo e a composição real.
O objetivo é garantir transparência e segurança para quem busca uma alimentação saudável e suplementação correta.






