Nesta semana, moradores de diversos bairros de Belo Horizonte enfrentaram a interrupção no fornecimento de água após mais um episódio de furto de cabos elétricos.
O crime impactou diretamente o sistema de bombeamento da Copasa na última terça-feira (15), deixando sem abastecimento regiões como Comiteco, Mangabeiras, Marçola, Nossa Senhora de Fátima e Serra.
A normalização do serviço só começou na manhã seguinte, de forma gradual, conforme divulgado pela companhia.
Belo Horizonte pode ficar sem água por causa de furto de cabos
O caso reacende um alerta antigo sobre um problema que se tornou frequente na capital mineira: o furto de cabos de cobre. Apesar de parecer pontual, esse tipo de ação criminosa tem afetado de forma recorrente a oferta de serviços públicos essenciais, como energia elétrica e abastecimento de água.
Na prática, os prejuízos atingem diretamente a população, especialmente quem não possui sistemas de reserva, como caixas d’água. Ainda que a Copasa tenha mobilizado caminhões-pipa para reduzir o impacto, os transtornos foram inevitáveis.
A motivação por trás dos furtos está no valor do cobre no mercado paralelo, o que tem estimulado ações em áreas estratégicas das empresas públicas. No caso da Copasa, a retirada desses cabos impede o funcionamento dos sistemas de bombeamento, deixando bairros inteiros sem água por horas ou até dias.
Esse tipo de ocorrência não é novidade para os moradores de BH. Em outras ocasiões recentes, como em março e no fim do ano passado, milhares de pessoas foram afetadas por interrupções semelhantes.
Além do abastecimento de água, furtos também prejudicam distribuição de energia
Além da Copasa, a Cemig também tem sido alvo constante dos criminosos. A empresa já registrou casos graves, como a interrupção de energia em hospitais da capital, o que provocou a suspensão de cirurgias e comprometeu atendimentos emergenciais.
O problema, portanto, ultrapassa o campo do incômodo: trata-se de uma ameaça direta à segurança e à saúde da população.
Diante da repetição dos furtos, as empresas têm investido em medidas preventivas, como reforço na segurança eletrônica e troca de cabos de cobre por alumínio. Ainda assim, a colaboração da população é fundamental.
Em caso de movimentações suspeitas em redes elétricas ou unidades de bombeamento, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190. Combater esse tipo de crime é essencial para garantir o acesso contínuo a serviços básicos como água e energia.






