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Bebedouros públicos estão mais sujos no Brasil: veja o que a pesquisa revela

Por Yasmin Henrique
19/01/2026
Em Mais Tendências, Colunas
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Bebedouros públicos estão mais sujos no Brasil: veja o que a pesquisa revela

(Foto: reprodução/DC Studio/Freepik)

Embora estejam presentes em escritórios, escolas e repartições públicas, os bebedouros nem sempre seguem o mesmo rigor sanitário aplicado à água das redes municipais e, muitas vezes, operam sem fiscalização contínua, o que representa um risco à saúde dos usuários.

Uma revisão científica publicada na revista AIMS Microbiology, baseada em estudos de diferentes continentes ao longo de várias décadas, indica que entre 70% e 80% dos bebedouros analisados apresentaram níveis de contaminação bacteriológica acima dos limites considerados seguros.

Bebedouros públicos

O padrão aparece tanto em países desenvolvidos quanto em regiões em desenvolvimento, incluindo diferentes estados dos Estados Unidos. No Brasil, porém, o cenário é mais crítico: mais de 76% dos bebedouros analisados apresentaram bactérias, ante 36% das amostras de água da torneira. A diferença reforça a conclusão de que, em determinadas situações, a água encanada pode ser microbiologicamente mais segura do que a fornecida por bebedouros e máquinas automáticas.

Entre os microrganismos identificados estão bactérias com potencial risco à saúde. A Pseudomonas aeruginosa representa maior ameaça a pessoas imunocomprometidas, por estar associada a pneumonia, infecções urinárias e infecções na corrente sanguínea, enquanto a presença frequente de bactérias coliformes — as mais comuns nas amostras — indica possível contaminação fecal da água armazenada.

Riscos presentes

  • Distribuição desigual da contaminação: a presença de microrganismos varia entre as partes do equipamento, não ocorrendo de forma homogênea.
  • Bicos dos dispensers como pontos críticos: podem concentrar até 100 vezes mais bactérias do que outras áreas, por entrarem em contato direto com copos, garrafas e, ocasionalmente, com a boca dos usuários.
  • Formação de biofilmes: comunidades bacterianas aderem a superfícies internas, como mangueiras, filtros e torneiras, protegidas por uma camada viscosa que dificulta a eliminação.
  • Resistência à limpeza: os biofilmes podem se regenerar poucos dias após a higienização convencional, mesmo quando realizada de forma rigorosa.
  • Períodos de inatividade: noites, fins de semana e feriados favorecem a multiplicação bacteriana devido à água parada no sistema.
  • Ausência de cloro: diferentemente da água tratada pela rede pública, a água dos bebedouros perde o efeito inibidor do cloro ao longo do tempo.
  • Materiais inadequados: mangueiras revestidas de borracha tendem a estimular mais o crescimento bacteriano do que superfícies lisas e inertes, como vidro ou aço inoxidável
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Yasmin Henrique

Yasmin Henrique

Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

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