Um dos maiores bancos regionais anunciou que irá encerrar as atividades de 10 de suas agências físicas em três estados até o final de outubro.
A medida faz parte de um processo de reestruturação adotado pelo setor financeiro para se adequar às mudanças no comportamento dos consumidores e ao avanço dos serviços digitais.
No entanto, a decisão tem provocado forte reação por parte de moradores e lideranças locais, que consideram os fechamentos um duro golpe para comunidades que já sofrem com a redução de serviços públicos e privados.
Banco anuncia fechamento de 10 unidades em 3 estados
A instituição responsável pela medida é o Bendigo Bank, reconhecido por sua forte presença em áreas regionais da Austrália e por seu modelo de bancos comunitários.
Apesar dessa imagem voltada à proximidade com o cliente, a empresa confirmou que encerrará operações em localidades dos estados de Victoria, Queensland e Tasmânia.
Em Victoria, as unidades afetadas incluem agências nas cidades de Ballarat Central, Bannockburn, Korumburra, South Melbourne, Yarram e na rua Malop em Geelong.
Em Queensland, os fechamentos ocorrerão em Malanda e Tully North. Já na Tasmânia, Queenstown e Kings Meadows perderão seus postos de atendimento.
Segundo o banco, a medida é resultado de uma análise estratégica que levou em conta o volume de clientes, a sobreposição de serviços em regiões próximas e a crescente preferência por soluções bancárias digitais.
Um porta-voz do Bendigo Bank ressaltou que, mesmo com os fechamentos, a instituição ainda manterá a maior proporção de agências por cliente entre os grandes bancos do país.
Decisão do banco gerou reações negativas
O impacto, no entanto, será sentido com mais força nas comunidades onde a presença do Bendigo Bank representa o único serviço bancário disponível.
Prefeitos e representantes de cidades afetadas argumentam que o encerramento das agências deixará muitos moradores, especialmente idosos e pessoas com acesso limitado à internet, sem alternativas viáveis para realizar operações financeiras básicas.
Há também o temor de que o afastamento de serviços bancários enfraqueça o comércio local e desestimule novos investimentos nessas regiões.
O Sindicato do Setor Financeiro criticou duramente a decisão, classificando-a como um descaso com a população regional.
A entidade defende mudanças na legislação para que o acesso a serviços bancários seja tratado como essencial, obrigando os bancos a manter presença física em localidades estratégicas.
Enquanto isso, os moradores seguem buscando alternativas e pressionando o governo por uma intervenção.






