Pesquisadores da Universidade de Birmingham identificaram que alterações no Microbioma intestinal podem indicar risco elevado de doenças gastrointestinais, incluindo o Câncer gástrico e o Câncer colorretal.
Os resultados foram publicados em maio de 2025 na revista científica Journal of Translational Medicine.
A pesquisa analisou dados biológicos de pacientes a partir do microbioma e do Metaboloma, identificando padrões que funcionam como marcadores para diferentes doenças. Segundo os autores, esses sinais podem permitir diagnósticos mais precoces e menos invasivos.
Inteligência artificial identifica padrões invisíveis
Para conduzir a análise, os cientistas utilizaram ferramentas de Inteligência Artificial capazes de processar grandes volumes de dados. Os algoritmos foram treinados para reconhecer padrões associados a diferentes doenças gastrointestinais.
Um dos principais achados foi a capacidade dos modelos de identificar sinais cruzados entre enfermidades. Sistemas treinados com dados de câncer gástrico, por exemplo, conseguiram prever marcadores ligados à Doença inflamatória intestinal.
Para os pesquisadores, essa sobreposição indica que essas doenças podem compartilhar mecanismos biológicos semelhantes.
Cada doença apresenta assinatura própria
Apesar das conexões identificadas, o estudo também apontou diferenças importantes entre as condições analisadas. No câncer gástrico, foram registradas alterações em grupos bacterianos específicos e mudanças em compostos químicos relacionados ao metabolismo.
Já no câncer colorretal, bactérias como Fusobacterium e Enterococcus apareceram com maior frequência, além de metabólitos ligados ao funcionamento celular. Na doença inflamatória intestinal, outros perfis bacterianos e químicos foram predominantes.
Essas distinções são consideradas essenciais para aprimorar a precisão dos diagnósticos.
Exames menos invasivos
De acordo com os autores, os resultados reforçam a possibilidade de desenvolvimento de testes baseados em amostras simples, como fezes ou sangue, reduzindo a necessidade de procedimentos invasivos.
A proposta é utilizar biomarcadores do microbioma como ferramenta complementar na triagem e no monitoramento de pacientes.
Próximos passos da pesquisa
Os cientistas afirmam que novos estudos, com grupos maiores de pacientes, serão necessários para validar os resultados e ampliar a aplicação clínica dos biomarcadores identificados.
A expectativa é que, no futuro, essas descobertas contribuam para diagnósticos mais rápidos, tratamentos personalizados e aumento das taxas de sobrevivência em casos de câncer gastrointestinal.





