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Bactéria carnívora em região íntima preocupa ginecologistas

Por Karoline Calumbi
19/05/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Bactéria carnívora em região íntima preocupa ginecologistas - Foto: Christian Charisius/AFP

Bactéria carnívora em região íntima preocupa ginecologistas - Foto: Christian Charisius/AFP

O Shrewsbury and Telford Hospital, no Reino Unido, relatou aumento expressivo de casos de fasciíte necrosante genital em mulheres entre 2022 e 2024, conforme artigo publicado em 8 de abril no periódico BMJ Case Reports.

Vale mencionar que a doença, também conhecida como “bactéria carnívora”, é causada por micro-organismos que destroem rapidamente pele, gordura e músculo, podendo levar à morte em menos de 48 horas se não for tratada imediatamente.

Segundo o estudo, o hospital britânico registrou 20 casos em apenas dois anos, superando os 18 diagnosticados na década anterior. O alerta se estende à Europa e aos Estados Unidos, onde instituições de saúde também identificaram alta na incidência dessas infecções graves, que afetam principalmente a região genital feminina.

Avanço silencioso e fatal bactéria carnívora

A fasciíte necrosante, quando localizada na genitália ou períneo, recebe o nome de Gangrena de Fournier. É uma infecção bacteriana agressiva, provocada por agentes como Streptococcus do grupo A, Klebsiella, E. coli e Staphylococcus.

Após a entrada da bactéria, geralmente por feridas ou lesões, as toxinas liberadas destroem os tecidos e comprometem a circulação sanguínea, dificultando o tratamento com antibióticos.

O quadro clínico costuma evoluir rapidamente. Os sintomas incluem dor intensa, vermelhidão, inchaço na vulva ou períneo, febre, alteração na coloração da pele, que pode escurecer até ficar preta, além de sinais sistêmicos como taquicardia, queda de pressão e mal-estar geral.

Entre os casos recentes descritos no Reino Unido, uma mulher morreu após a infecção se alastrar pelo abdome, apesar das tentativas de contenção cirúrgica e suporte intensivo. As outras duas pacientes sobreviveram, mas passaram por cirurgias extensas e tratamentos prolongados.

Fatores de risco e prevenção

É importante mencionar que essa infecção, apesar de rara, acomete com mais frequência pessoas com baixa imunidade, como pacientes com diabetes, câncer, alcoolismo ou desnutrição grave, conforme alerta o Hospital Israelita Albert Einstein.

Outros fatores de risco incluem infecções urinárias, perfurações genitais, abscessos, úlceras, falta de higiene íntima e até relações sexuais ou cirurgias ginecológicas.

Dessa forma, ginecologistas reforçam a importância de atenção aos sinais precoces e à procura imediata por atendimento médico. Isso porque a demora no diagnóstico pode ser fatal.

Vale mencionar que a prevenção passa por cuidados com a higiene íntima, atenção a pequenas lesões e, principalmente, pela remoção de qualquer receio de buscar ajuda médica ao notar alterações na região genital.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Karoline Calumbi

Karoline Calumbi

Jornalista pela UFRRJ, universidade da baixada do Rio de Janeiro. Apaixonada pela profissão e dedicada em diariamente informar e entreter os leitores.

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