A notícia envolvendo o azeite de oliva Mito Andino, proibido pela Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (ANMAT), da Argentina, gerou alerta também no Brasil.
O produto, que se apresentava como virgem extra de primeira prensada, foi considerado ilegal por apresentar irregularidades graves em sua rotulagem e registros, levando à sua retirada imediata do mercado físico e digital.
As investigações revelaram problemas sérios no azeite Mito Andino. O rótulo exibia registros inexistentes e não havia comprovação de procedência ou controle de qualidade.
Além disso, foram constatadas inconsistências que levantaram suspeitas de adulteração, o que representa fraude alimentar e risco para a saúde pública.
Dados do produto suspenso
O azeite suspenso era vendido sob a marca Mito Andino, classificado como virgem extra de primeira prensada, em embalagens de 1 litro.
Os números de registros informados no rótulo, RNPA 025-13032729 e RNE 13005521, não correspondiam a cadastros oficiais válidos. Isso significava que o produto circulava sem garantia de origem e sem respaldo das normas alimentares vigentes.
A rotulagem é a primeira barreira de proteção do consumidor. Ela garante informações sobre origem, qualidade e segurança alimentar. Quando há falsificação ou ausência de registros válidos, o consumidor fica vulnerável a fraudes.
No caso do Mito Andino, a ausência de números válidos já seria suficiente para que o azeite fosse proibido.
A decisão da ANMAT sobre o azeite de oliva ilegal
A ANMAT determinou a proibição da fabricação, fracionamento e comercialização do azeite Mito Andino em todo o território nacional argentino.
A medida incluiu também a retirada imediata de produtos em plataformas digitais e a notificação de comerciantes e distribuidores para garantir que nenhuma unidade permanecesse disponível no mercado.
Quais riscos o consumo de azeite falsificado pode trazer
Consumir azeites falsificados não é apenas um prejuízo econômico, mas também um risco à saúde. A ausência de controle pode permitir a adição de óleos de baixa qualidade ou até contaminados.
Em alguns casos, solventes e substâncias são usados para alterar sabor e aparência, enquanto o valor nutricional pode ser drasticamente reduzido. Entre os principais riscos estão problemas digestivos, metabólicos e até intoxicações graves.
Como identificar produtos falsificados
O consumidor pode se proteger observando alguns detalhes. Selos de autenticidade e registros válidos devem estar presentes nos rótulos, e podem ser consultados em bases públicas como as da Anvisa no Brasil ou da ANMAT na Argentina.
Embalagens originais apresentam padronização visual, enquanto falsificações costumam ter falhas de tipografia e acabamento. Além disso, preços muito abaixo da média do mercado são fortes indícios de adulteração.
O que fazer em caso de dúvida
Quem suspeitar de irregularidades deve entrar em contato com os órgãos competentes. Na Argentina, o canal ANMAT Responde e o e-mail oficial recebem denúncias, enquanto no Brasil a Anvisa atua nesse tipo de fiscalização.
Relatar casos, inclusive com fotos, é essencial para acelerar a retirada de produtos irregulares do mercado.
O protocolo da ANMAT para casos de falsificação
A ANMAT segue um protocolo rigoroso quando há suspeita de fraude alimentar. O processo começa com a denúncia ou alerta, seguido da coleta de amostras e análises laboratoriais.
Os resultados são comparados a produtos autênticos, e, se confirmada a irregularidade, a decisão é publicada no Boletín Oficial. Em seguida, há a notificação a comerciantes e plataformas digitais para impedir novas vendas.
O caso do azeite Mito Andino foi tratado como prioridade devido ao alto risco de consumo em massa.





