O avião Solar Impulse 2, conhecido internacionalmente por operar apenas com energia solar, caiu no Golfo do México após apresentar uma falha elétrica durante um voo autônomo.
O acidente aconteceu em 4 de maio de 2026, nas proximidades da costa do Mississippi, nos Estados Unidos, e está sob investigação do National Transportation Safety Board.
Entre 2015 e 2016, o avião ficou famoso por dar a volta ao mundo usando só energia solar, sem combustíveis fósseis.
Durante a missão, percorreu aproximadamente 43 mil quilômetros em 17 etapas, ao longo de cerca de 16 meses, sem emitir gases poluentes.

Avião movida à energia solar
Acidente
- O avião enfrentou condições climáticas adversas durante a operação.
- As primeiras informações apontam que o mau tempo provocou perda de potência pouco depois da decolagem.
- Como a aeronave operava de forma autônoma, não havia tripulantes a bordo.
- Ninguém ficou ferido no acidente.
Operação e voo
- O voo partiu do aeroporto de Stennis, no Mississippi, em 26 de abril.
- A missão estava ligada a exercícios da marinha dos Estados Unidos.
- Antes da queda, o avião permaneceu no ar por oito dias e 14 minutos consecutivos.
- O tempo de voo estabeleceu um recorde operacional para aeronaves solares autônomas de longa duração.
Empresa responsável
- O Solar Impulse 2 pertencia à Skydweller Aero.
- A companhia americana e espanhola adquiriu o projeto em 2019.
- Após a compra, a empresa realizou modificações estruturais na aeronave.
- O objetivo era transformar o avião em uma plataforma autônoma de monitoramento marítimo, telecomunicações e vigilância militar.
Características da aeronave
- O avião mantinha envergadura de aproximadamente 72 metros, semelhante à de um Boeing 747.
- A estrutura era feita de fibra de carbono ultraleve.
- A aeronave possuía cerca de 17 mil células solares distribuídas pelas asas.
Repercussão do acidente
Idealizado pelos suíços Bertrand Piccard e André Borschberg, o Solar Impulse 2 foi criado para demonstrar a viabilidade da aviação sem combustíveis fósseis.
Durante a volta ao mundo, os pilotos se revezaram em voos de longa duração, incluindo travessias oceânicas, com auxílio de sistemas de piloto automático.
Após o acidente, os criadores lamentaram a perda do que chamaram de um símbolo tecnológico da aviação sustentável.
A Skydweller Aero afirmou que a aeronave havia passado por diversas adaptações desde 2016 e destacou o potencial dos voos solares contínuos em operações militares e missões prolongadas.





