Nos últimos anos, a inteligência artificial deixou de ser apenas tema de filmes de ficção científica e se tornou parte do cotidiano de milhões de pessoas.
Ferramentas como assistentes virtuais, geradores de texto e tradutores automáticos passaram a integrar tanto o ambiente de trabalho quanto os computadores e celulares pessoais.
As gigantes da tecnologia, como Google, Microsoft, OpenAI e outras, investem pesadamente no desenvolvimento desses sistemas, acelerando uma transformação digital que poucos previam com tanta velocidade.
Autor de best-seller bate o martelo se Inteligência Artificial vai dominar o mundo
No entanto, à medida que a IA se torna mais presente, cresce também a preocupação da sociedade. A dúvida que paira sobre empresas, governos e indivíduos é se a inteligência artificial poderá, em algum momento, dominar o mundo.
Seja em um cenário extremo, com máquinas assumindo controle sobre decisões e sobre as pessoas, ou de maneira mais silenciosa, substituindo profissionais e provocando uma crise global de empregos.
Em meio a esse debate, Ethan Mollick, professor da renomada Wharton School, surge como uma das vozes mais respeitadas no assunto.
Autor do livro “Cointeligência: A Vida e o Trabalho com a IA”, obra recém-lançada no Brasil e considerada uma das principais introduções ao tema, ele oferece uma análise cuidadosa sobre o impacto real da inteligência artificial no presente e no futuro.
Em entrevista ao site Brazil Journal, Mollick deixou claro que, embora a IA esteja avançando em ritmo acelerado, o domínio absoluto da tecnologia sobre os humanos, como imaginado em roteiros de cinema, não está no horizonte imediato.
Ele defende que os sistemas atuais já são suficientemente capazes de provocar transformações profundas nos negócios, na educação e em diversas profissões, mas ainda operam de forma complementar às atividades humanas.
Especialista diz que inteligência artificial trabalhará junto aos humanos
O livro explora justamente esse conceito de “cointeligência”, no qual humanos e máquinas trabalham juntos, potencializando resultados, mas sem que uma parte substitua completamente a outra.
Mollick argumenta que, embora algumas funções estejam mais expostas às mudanças, especialmente tarefas repetitivas ou baseadas em dados, a IA ainda não é capaz de executar de forma autônoma todos os aspectos complexos de um trabalho.
Segundo ele, o maior risco não está na criação de uma superinteligência fora de controle, e sim na falta de preparo das empresas e dos profissionais para utilizar as ferramentas já disponíveis.
O avanço é inevitável, mas o domínio absoluto da IA, ao menos por enquanto, continua sendo apenas especulação.






