Recentemente, a Amazon gerou indignação entre seus consumidores após uma atualização inesperada nos dispositivos Alexa com tela, como o Echo Show de oito polegadas. Usuários relatam que seus aparelhos começaram a exibir anúncios de produtos variados, sem qualquer aviso prévio ou opção de desativação.
A atualização fez com que dispositivos que antes funcionavam como assistentes digitais e álbuns de fotos, passassem a exibir propagandas de forma constante. Produtos anunciados vão desde tablets da Samsung até suplementos como multivitamínicos da Centrum.
Para muitos consumidores, a surpresa foi completa: o dispositivo adquirido não possuía qualquer menção a publicidade invasiva.
Falta de comunicação e transparência
O descontentamento é agravado pelo fato de a Amazon não ter divulgado nenhum comunicado sobre a mudança. A ausência de aviso prévio fez com que usuários se sentissem traídos, já que o serviço passou a impor anúncios inescapáveis em aparelhos comprados sem esse recurso.
Nas redes sociais, especialmente no Threads, consumidores não pouparam críticas. Uma postagem descreveu a experiência como ter a Times Square dentro de casa, com a tela do Echo Show cheia de propagandas.
Uma cliente canadense relatou que a atualização comprometeu o uso do aparelho como álbum digital, função principal do dispositivo para ela.
Reclamações no Reclame Aqui
No site Reclame Aqui, diversos relatos ecoam o mesmo descontentamento:
- Usuários afirmam que anúncios aparecem mesmo com todas as configurações de publicidade desativadas.
- Há relatos de que a imposição de propagandas transforma o dispositivo em um espaço comercial, limitando seu uso normal.
- Alguns consumidores destacam que, conforme o Código de Defesa do Consumidor, práticas que obrigam publicidade em produtos adquiridos podem ser consideradas cláusulas abusivas.
Impactos e cancelamentos
Como consequência, vários clientes decidiram cancelar suas assinaturas da Amazon ou deixar de usar o Echo Show, sentindo-se lesados pela imposição de anúncios não solicitados. O episódio também gerou questionamentos sobre a ética de inserir publicidade em produtos físicos sem consentimento do usuário.
Especialistas apontam que a situação pode configurar prática abusiva, uma vez que o consumidor não foi informado previamente e não possui meio de desativar os anúncios.
O episódio reforça a necessidade de maior transparência por parte de empresas de tecnologia, principalmente quando envolvem dispositivos que fazem parte do cotidiano doméstico.
A atualização inesperada da Amazon mostrou que, mesmo gigantes do mercado, não estão imunes a críticas quando desrespeitam a expectativa do consumidor.





