O Atlas da Violência 2026 apontou um cenário de forte desigualdade regional nos índices de homicídio do país.
As maiores taxas de violência letal continuam concentradas nos estados do Norte e Nordeste, enquanto Sul e Sudeste registram os menores indicadores nacionais.
Segundo o levantamento, 18 estados ficaram acima da média brasileira de homicídios em 2024.
O estudo também identificou predominância nordestina entre as cidades mais violentas do país: 17 dos 20 municípios com mais de 100 mil habitantes e maiores taxas de homicídio estão na região. Em contraste, as 20 cidades menos violentas se concentram apenas no Sul e Sudeste.
Estados mais perigosos
Estados com maiores taxas de homicídio
- Amapá liderou o ranking nacional com 45,7 homicídios por 100 mil habitantes;
- o índice é mais que o dobro da média brasileira;
- o estado foi o único do país a registrar crescimento da violência letal na última década;
- Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará também ficaram entre os estados mais violentos em 2024.
Violência contra jovens
- Distrito Federal registrou queda de 79,6% nos homicídios juvenis na última década;
- Goiás e São Paulo também tiveram forte redução;
- Amapá, Pernambuco e Bahia apresentaram aumento da violência contra jovens.
O levantamento alertou para o crescimento dos “homicídios ocultos”, mortes violentas sem causa definida.
Com esses casos, o Brasil poderia ter registrado 49.673 homicídios em 2024, elevando a taxa para 23,4 por 100 mil habitantes. Minas Gerais, Ceará e São Paulo tiveram os maiores aumentos de subnotificação.
Estados com menos violência
- São Paulo teve a menor taxa do país, com 6,6 homicídios por 100 mil habitantes;
- Santa Catarina e Distrito Federal também aparecem entre os estados menos violentos.
- Estados com maior redução de homicídios na década: Alagoas, Rio Grande do Norte, Sergipe, Goiás e Distrito Federal.
Os pesquisadores também apontam mudanças demográficas, melhorias na gestão da segurança pública e uma acomodação dos conflitos criminosos como elementos que contribuíram para a queda da violência letal em parte do país.






