A cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, vive um dos momentos mais difíceis de sua história.
Após ser atingida por um tornado de grande intensidade, o município ficou devastado, casas destruídas, famílias desalojadas e uma população inteira tentando entender como reconstruir o que foi perdido em poucos minutos.
O evento climático deixou mais de 750 feridos e seis mortos, abalando não apenas a estrutura física da cidade, mas também a segurança emocional de quem viu a própria vida virar entulho de um dia para o outro.
Dinheiro direto na conta das famílias vítimas do tornado
Diante do cenário de calamidade, o Governo do Paraná anunciou uma medida inédita: até R$ 50 mil serão depositados diretamente na conta de cada família afetada.
O objetivo é permitir que os moradores reconstruam suas casas e comprem itens essenciais para recomeçar, desde comida e roupas até móveis e materiais de construção. A decisão evita burocracias e elimina etapas que normalmente atrasariam o socorro.
De onde virá o dinheiro
O recurso virá do Fundo Estadual de Calamidade Pública (Fecap), que terá R$ 50 milhões destinados exclusivamente para essa ação emergencial.
Além disso, a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) fará um aporte adicional de R$ 3 milhões do próprio fundo para complementar o atendimento às famílias. Essa união de esforços entre governo e assembleia reforça a urgência de devolver dignidade a quem perdeu tudo.
Antes, a legislação só permitia repasse de verbas aos municípios para obras e ações gerais de recuperação. Agora, com a mudança aprovada em regime de urgência, o recurso poderá ser transferido diretamente para o cidadão, sem intermediação da prefeitura.
A mudança acelera o recebimento do benefício e garante que o dinheiro seja usado exatamente onde é mais necessário, dentro das casas das famílias atingidas.
Como as famílias serão cadastradas
A prefeitura terá a responsabilidade de cadastrar e validar as famílias em situação de vulnerabilidade que perderam suas moradias ou bens essenciais. Após a liberação do valor, o município também deverá prestar contas de como o processo foi conduzido e garantir que o auxílio esteja chegando a quem realmente precisa.
Junto com essa medida financeira, o governo estadual montou um plano de reconstrução dividido em diferentes frentes.
Foram criados abrigos emergenciais para receber mais de mil desalojados, enquanto equipes técnicas da Cohapar e engenheiros do CREA/PR avaliam os danos estruturais em residências e prédios públicos. Há relatos de que 90% do município foi afetado.
Mobilização de diferentes setores para socorro imediato
Além da assistência financeira e do decreto de calamidade pública, que agiliza contratações e libera recursos extras, o governo também está atuando com apoio de outras esferas e instituições.
O INSS liberou a possibilidade de antecipação de benefícios assistenciais, e o ENEM, que ocorreria na cidade no mesmo dia do tornado, foi suspenso.
Depoimentos emocionados mostram a dimensão da tragédia. Moradores contam que só tiveram tempo de correr com documentos e a roupa do corpo. Outros, desolados, descrevem o momento em que voltaram para o local onde moravam e encontraram apenas restos de paredes e objetos quebrados.
Para essas famílias, os R$ 50 mil não significam apenas um valor financeiro, significam a oportunidade de recomeçar com esperança.





