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Ataque a navios do Rio de Janeiro é sugerido por Flávio Bolsonaro para Trump

Por Jeferson da Rosa
24/10/2025
Em Mais Tendências, Colunas
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Ataque a navios do Rio de Janeiro é sugerido por Flávio Bolsonaro para Trump - Imagem: Bruno Peres/Agência Brasil

Ataque a navios do Rio de Janeiro é sugerido por Flávio Bolsonaro para Trump - Imagem: Bruno Peres/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) gerou polêmica nas redes sociais ao sugerir, de forma pública, que os Estados Unidos realizem ataques militares em território brasileiro.

A declaração do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi feita em resposta a uma publicação do secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, que anunciou uma operação contra o narcotráfico no Oceano Pacífico.

A investida, segundo o governo norte-americano, mirou uma embarcação usada por organizações classificadas pelo governo norte-americano como terroristas e envolvidas com o tráfico de drogas, apesar de nenhuma comprovação ter sido apresentada.

Ataque a navios do Rio de Janeiro é sugerido por Flávio Bolsonaro para Trump

O episódio começou quando Hegseth compartilhou um vídeo de uma ação militar que destruiu uma embarcação supostamente operada por narcotraficantes. O ataque, realizado sob ordens do presidente Donald Trump, ocorreu no Pacífico Oriental e resultou na morte de três pessoas.

Na postagem no X, o antigo Twitter, o secretário afirmou que o alvo era uma Organização Terrorista Designada (DTO, na sigla em inglês) e reforçou que as operações continuam: “Não se trata apenas de traficantes – são narcoterroristas trazendo morte e destruição às nossas cidades.”

A publicação repercutiu internacionalmente e recebeu uma resposta inesperada do senador brasileiro. Flávio Bolsonaro comentou diretamente no perfil do secretário norte-americano, afirmando:

“Que inveja! Ouvi dizer que há barcos como este aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, inundando o Brasil com drogas. Você não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a combater essas organizações terroristas?”

A frase, interpretada como um pedido informal de ação militar estrangeira em solo nacional, provocou forte reação com críticas nas redes sociais e na imprensa.

Em uma segunda postagem, diante da repercussão negativa, Flávio Bolsonaro adotou tom irônico. Publicou um vídeo com manchetes que repercutiam sua declaração e escreveu: “Parabéns pelo trabalho!”, criticando a cobertura jornalística do caso.

Operação que causou inveja em Flávio Bolsonaro recebeu críticas de especialistas da ONU

As operações mencionadas por Hegseth fazem parte de uma campanha militar conduzida pelos Estados Unidos sob o comando do governo Trump, com foco em embarcações suspeitas de transportar drogas na região do Caribe e do Pacífico.

Na mesma semana, além da ação que matou três pessoas, outra operação próxima à costa da Venezuela resultou em seis mortos.

Fontes do governo norte-americano, sob anonimato, afirmaram que as embarcações estavam ligadas ao tráfico internacional, mas não deram detalhes sobre o destino dos sobreviventes nem sobre as identidades das vítimas.

Um grupo independente de especialistas na Organização das Nações Unidas (ONU), nomeado pelo Conselho de Direitos Humanos, fez críticas aos bombardeios dos EUA na região do Caribe e disse que as ações violam o direito internacional e pode ter graves implicações.

“Mesmo que tais alegações fossem comprovadas, o uso de força letal em águas internacionais sem base legal adequada viola o direito internacional do mar e equivale a execuções extrajudiciais.

Esses movimentos são uma escalada extremamente perigosa com graves implicações para a paz e a segurança na região do Caribe,” afirmou o grupo de especialistas da ONU em comunicado.

A sugestão de Flávio Bolsonaro de uma incursão dos EUA no Brasil em meio a esses graves riscos levanta questionamentos sobre os verdadeiros interesses do senador em relação a soberania nacional e se os objetivos seriam de fato a cooperação internacional no combate ao crime organizado.

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Jeferson da Rosa

Jeferson da Rosa

Jornalista apaixonado pela profissão.

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