Com a recente profissionalização dos árbitros de futebol anunciada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), novas informações sobre os valores investidos pela entidade causaram impacto negativo para alguns profissionais, que esperavam uma melhor remuneração com as novas regras. O novo acordo começou a valer em janeiro deste ano.
Segundo apurações do jornalista Igor Siqueira, do portal UOL, a CBF definiu valores específicos conforme o grau de competência do profissional de arbitragem. A entidade dispõe de R$ 195 milhões no orçamento para o biênio 2026/2027 como valor para investir na categoria. De acordo com o jornalista, a divisão ficou estabelecida da seguinte forma:
- Árbitro central FIFA: R$ 22 mil fixos por mês, com o adicional de R$ 5,5 mil por jogo;
- Assistente e VAR FIFA: R$ 13,2 mil fixos por mês, adicional de R$ 3,3 mil por jogo;
- Árbitro central CBF: R$ 16 mil fixos por mês, adicional de R$ 4 mil por jogo;
- Assistente e VAR CBF: R$ 10 mil fixos por mês, adicional de R$ 2,5 mil por jogo.
Alguns profissionais da arbitragem ficaram insatisfeitos com os valores firmados pela CBF. No entanto, publicamente, nenhum árbitro se manifestou contrário nas redes sociais.
CBF lançou Programa de profissionalização dos árbitros brasileiros
No final de janeiro deste ano, o presidente da CBF Samir Xaud anunciou outras medidas para garantir a profissionalização do quadro de arbitragem do futebol brasileiro. Entre uma dessas novidades, está o PRO, Programa de Profissionalização da Arbitragem, que contempla 72 profissionais que estarão disponíveis em todas as 380 rodadas do campeonato brasileiro Série A.
Dentre esses profissionais, 20 são árbitros centrais como Anderson Daronco, Raphael Claus e Wilton Sampaio; 40 assistentes de campo e 12 árbitros responsáveis pela assistência de vídeo na cabine do VAR.
Eventualmente esses árbitros selecionados ficarão à disposição da entidade para atuar em outras competições organizadas pela CBF, como a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da Série B.





