Mais Tendências - Tribuna de Minas
  • Cidade
  • Contato
  • Região
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura
  • Empregos
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados

Apresentador do MasterChef é demitido e escândalo vem à tona

Por Leticia Florenço
16/07/2025
Em Colunas, Mais Tendências
0
MasterChef - Reprodução

MasterChef - Reprodução

Gregg Wallace, por quase 20 anos uma das principais faces do MasterChef Reino Unido, foi demitido após a divulgação de um relatório explosivo.

A investigação independente, encomendada pela produtora Banijay e conduzida por um escritório de advocacia externo, reuniu 83 denúncias de conduta inadequada, das quais 45 foram confirmadas. Os relatos envolvem episódios de assédio, nudez indevida e linguagem ofensiva, ocorridos entre 2005 e 2024.

A notícia foi revelada com exclusividade pela BBC News e gerou um novo efeito cascata: mais de 50 pessoas procuraram a emissora nos dias seguintes para relatar episódios semelhantes envolvendo Wallace, não apenas no MasterChef, mas em outras produções da televisão britânica.

Ambiente tóxico nos bastidores

As denúncias pintam um retrato sombrio dos bastidores do popular reality gastronômico. De acordo com o relatório, o apresentador frequentemente fazia piadas de cunho sexual, tocava colegas sem consentimento e expressava comentários considerados ofensivos a diferentes culturas.

Há ainda relatos de que, em diversas ocasiões, Wallace se despia em ambientes de trabalho, deixando colegas constrangidos e inseguros.

Ex-participantes do programa também afirmaram ter se sentido humilhados ou desconfortáveis durante as gravações. Funcionários e jurados relataram uma cultura permissiva, em que comportamentos problemáticos eram ignorados ou minimizados por superiores.

Falhas institucionais

Tanto a emissora BBC quanto a produtora Banijay reconheceram sua parcela de responsabilidade. Em comunicado oficial, a BBC admitiu: “Mais poderia e deveria ter sido feito antes”.

Já Patrick Holland, presidente da Banijay, pediu desculpas públicas: “Lamentamos profundamente qualquer pessoa que tenha sido afetada por esse comportamento e não tenha se sentido capaz de se manifestar na época”.

As instituições enfrentam agora duras críticas por supostamente terem ignorado denúncias ao longo de quase duas décadas. A percepção é de que houve um esforço deliberado para proteger uma figura pública popular em detrimento da segurança e do bem-estar da equipe.

Autismo

Durante o processo de apuração, Gregg Wallace foi diagnosticado com autismo, e essa informação consta no relatório como possível influência para alguns de seus comportamentos.

No entanto, a justificativa foi amplamente rebatida por instituições voltadas à neurodivergência. Organizações que representam pessoas autistas alertaram para os riscos de associar o transtorno a abusos ou assédio, enfatizando que autismo não é sinônimo de conduta inapropriada.

A tentativa de conectar seu diagnóstico a suas atitudes foi vista por muitos como uma forma de desviar a responsabilidade individual.

Declaração do apresentador

Em nota publicada nas redes sociais, Gregg Wallace negou as acusações mais graves, afirmou que viveu um “julgamento midiático” e se disse perseguido por manchetes sensacionalistas.

Ele admitiu, porém, que parte de seu comportamento pode ter sido mal interpretado, pedindo desculpas pela “angústia causada”, mas insistindo que suas ações “nunca foram intencionais”.

Wallace também criticou a BBC por, segundo ele, deixá-lo exposto à mídia sem apoio adequado:

“Foi brutal. Para um homem da classe trabalhadora, com um jeito direto, o meio da radiodifusão moderna se tornou um lugar perigoso.”

O apresentador sugeriu que considera tomar medidas legais contra a emissora e afirmou que “não será o último” a enfrentar o que vê como perseguição institucional.

O escândalo gera questionamentos mais amplos sobre políticas de proteção, compliance e saúde mental nos bastidores da televisão. A indústria britânica, em especial, enfrenta crescente pressão para revisar seus protocolos, escutar vítimas com mais seriedade e promover ambientes de trabalho realmente seguros.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Próximo post
Minilua - Reprodução

Cientistas alertam que a Terra pode capturar até 6 miniluas nos próximos anos

Confira!

Cachorro - Reprodução/iStock

A psicologia explica por que quem conversa com o pet como se fosse gente tem características acima da média

05/06/2026
Imposto de Renda Receita Federal

Mesmo com problemas na pré-preenchida, declaração pode virar automática em 3 anos

05/06/2026
Esponja - Reprodução/Unsplash/fcafotodigital

Estudo comprova que a esponja de louça libera microplásticos na água a cada vez que é usada

05/06/2026

Copyright Tribuna de Minas. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a autorização escrita da Tribuna de Minas

Contato

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Tribuna de Minas