Roger Machado está no comando técnico do São Paulo há exatos 50 dias. Durante esse período, o treinador gaúcho vem sendo contestado por muitos torcedores que não compreenderam a decisão da diretoria são-paulina pela demissão de Hernán Crespo. Mesmo conquistando resultados positivos no Brasileirão e na Copa Sul-Americana, Roger não conseguiu ganhar o respeito dos torcedores tricolores. Recentemente, o profissional foi informado de uma queda de uma escrita do clube obtida sob seu comando.
Depois de duas vitórias consecutivas nas duas primeiras rodadas da fase de grupos da Copa Sul-Americana, o tricolor do Morumbi viajou até a Colômbia, para enfrentar a equipe do Millonarios, de Bogotá, no estádio El Campín, nessa terça-feira. O empate em 0 a 0 decretou o fim do 100% de aproveitamento do clube paulista na competição continental.
Apesar do tropeço na Colômbia, o São Paulo permanece na liderança do grupo C, com sete pontos conquistados. O O’Higgins, do Chile ocupa a segunda posição do grupo com seis pontos. Em terceiro está o Millonarios, com quatro pontos. Já o Boston River está na lanterna da chave, com três derrotas nas três partidas disputados.
O próximo compromisso do São Paulo na Copa Sul-Americana será na próxima quinta-feira (07/05) às 19h00 pelo horário de Brasília, contra o O’ Higgins, em Rancágua, no Chile.
Antes, no domingo, às 16h00, o tricolor do Morumbi joga em casa contra o Bahia, pela décima quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo marcará mais um encontro entre o clube e seu maior ídolo, Rogério Ceni, treinador da equipe baiana.
Roger analisou empate do São Paulo
Após o 0 a 0 no El Campín, Roger Machado destacou a estratégia utilizada para a partida contra o Millonarios. Segundo o treinador, a equipe paulista esteve dentro do planejamento escolhido pela comissão técnica e apenas detalhes em tomadas de decisão foram decisivos para que o placar terminasse zerado.
– “Penso que fizemos um bom primeiro tempo com dois atacantes à frente, André e Tapia, para conseguir acessar as costas da linha adversária. Tapia rodou muito no campo, se doou pelo coletivo. Já no segundo tempo, quando o adversário teve mais controle da bola, começou a inverter de lado e cruzando, coloquei dois pontas rápidos para que tentássemos contra-atacar e marcar a primeira fase do jogo deles com jogadores de beirada no 5-4-1. Faltou um encaixe e uma melhor tomada de decisão.” – comentou o treinador.
– “Mas já no segundo tempo com a falta de oxigênio da altitude você toma decisões mais equivocadas, mas penso que quando levamos pontos nesse contexto de altitude temos sempre que comemorar.” – completou o técnico do São Paulo.





