Nesta quarta-feira (29), o Atlético Mineiro foi derrotado pelo Cienciano, no Estádio Inca Garcilaso, em Cusco, no Peru pelo placar de 1 a 0, em jogo válido pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana 2026. O único gol da partida foi marcado pelo atacante argentino Neri Bandiera, aos 30 minutos de jogo. Após a partida, Rubens Menin e outros dirigentes da SAF atleticana foram informados sobre o fim de uma marca histórica do clube em competições continentais.
O resultado decretou a primeira derrota do Galo contra equipes peruanas em torneios da Conmebol. O time mineiro possuia uma invencibilidade de 10 jogos contra os times do país andino, tendo um retrospecto muito favorável: sete vitórias e três empates.
A partida também marcou o fim de um tabu para o Cienciano. O clube peruano não vencia uma equipe brasileira desde 2003. Na ocasião, os peruanos venceram o Santos por 2 a 1 pelas quartas de final da Copa Sul-Americana daquele ano.
Ao final da terceira rodada, o Atlético caiu para a última posição do grupo B do torneio continental, com apenas três pontos conquistados. O líder do grupo é o Cienciano, que chegou aos sete pontos. O Juventud de las Piedras, do Uruguai, ocupa a segunda posição, com quatro pontos. E o Academia Puerto Cabello, da Venezuela completa o grupo na terceira posição, com os mesmos três pontos do Galo.
“Barba” alivia responsabilidade dos jogadores do Atlético
Depois de uma semana de declarações fortes contra os jogadores atleticanos, o técnico Eduardo Domínguez adotou uma postura mais neutra na entrevista coletiva de imprensa nos bastidores do estádio Inca Garcilaso. O treinador argentino defendeu a ideia de não culpabilizar os jogadores pela derrota sofrida nesta quarta-feira.
– “É fácil agora começar a achar culpados e não quero encontrar culpados, porque todos somos. Porque, se não, começamos a olhar para o lado, para a frente, para trás… ‘Ele não fez isso, o outro não fez aquilo’. Não é achar culpados. Eu disse na última coletiva, nós somos todos ou não somos nada. Temos que ser todos e temos que renascer nesses momentos.” – analisou Domínguez.
O treinador atleticano também atribuiu à altitude de Cusco para explicar as dificuldades que a equipe mineira sofreu durante a partida. A cidade peruana está localizada a mais de 3.300 metros em relação ao nível do mar.





