Somente em 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), interditou 22 marcas de azeite vendidas no Brasil.
As suspensões ocorreram após investigações que apontaram diversas irregularidades que comprometem a segurança alimentar e a autenticidade dos produtos.
Anvisa proibiu 22 marcas de azeite somente em 2025 por irregularidades
A intensificação da fiscalização tem como objetivo combater práticas fraudulentas no setor, como a comercialização de produtos que não atendem aos padrões exigidos por lei.
Segundo os órgãos responsáveis, foram encontradas adulterações que vão desde a adição de óleos vegetais comuns em azeites supostamente extravirgens até problemas fiscais e sanitários graves.
Em alguns casos, os produtos sequer possuíam origem comprovada ou estavam vinculados a empresas com cadastro irregular junto à Receita Federal.
Entre as irregularidades mais frequentes estão a falsificação do produto, a rotulagem enganosa, a ausência de registro sanitário, além da operação de empresas sem CNPJ ativo ou com autorização suspensa.
Também foram identificadas falhas nas instalações responsáveis pelo envase e distribuição, o que levanta sérias preocupações sobre a higiene e os riscos à saúde dos consumidores.
Confira abaixo as marcas de azeite proibidas ao longo do ano de 2025, mês a mês:
| Mês | Marcas Proibidas |
|---|---|
| Fevereiro | Azapa, Doma |
| Maio | Alonso, Quintas D’Oliveira, Almazara, Escarpas das Oliveiras, La Ventosa, Grego Santorini |
| Junho | San Martín, Castelo de Viana, Terrasa, Casa do Azeite, Terra de Olivos, Alcobaça, Villa Glória, Santa Lucía, Campo Ourique, Málaga, Serrano |
| Julho | Vale dos Vinhedos |
| Setembro | Los Nobles |
| Outubro | Ouro Negro |
Como consumidores podem evitar azeites irregulares?
Diante desse cenário, os consumidores devem redobrar a atenção na hora da compra. É fundamental verificar se o produto possui registro válido nos órgãos reguladores e conferir a procedência da marca.
A consulta pode ser feita diretamente nos sites da Anvisa e do Ministério da Agricultura, que mantêm listas atualizadas com todos os produtos interditados ou sob investigação.
Além disso, recomenda-se evitar produtos com preços muito abaixo da média de mercado e desconfiar de embalagens sem informações claras sobre origem e composição.
O consumo de azeites falsificados pode trazer riscos à saúde e não entrega os benefícios nutricionais esperados de um azeite de oliva verdadeiro.





