A Antártida, continente de gelo e mistério, acaba de revelar que os mergulhadores encontraram exemplares vivos da esponja-vulcânica gigante (Anoxycalyx joubini), considerada um dos animais mais antigos do planeta.
Esse organismo marinho desafia o tempo e surpreende a ciência ao revelar que a vida pode ser mais resistente e duradoura do que se imaginava.
Encontrada no Estreito de McMurdo, essa esponja gigante pode alcançar até 1,95 metro de altura e 1,5 metro de diâmetro. Seu corpo poroso permite a filtragem de enormes quantidades de água diariamente, processo fundamental para alimentação e respiração.
A visão de um organismo tão antigo e imponente causa fascínio não apenas pelo tamanho, mas pela resistência em um ambiente extremo onde poucos seres conseguem prosperar.
Segredos da longevidade
O segredo da longevidade do Anoxycalyx joubini está ligado a três fatores principais: seu crescimento extremamente lento, as águas geladas da Antártida que desaceleram o metabolismo e a capacidade de se adaptar a diferentes ambientes, fixando-se em rochas, sedimentos macios ou até detritos flutuantes.
As esponjas desempenham funções essenciais no ecossistema marinho, filtrando e purificando a água, ajudando na oxigenação do ambiente e oferecendo abrigo para pequenos organismos.
Um dos animais mais antigos da Terra
As esponjas estão entre os primeiros grupos de animais a habitar o planeta, com registros fósseis de centenas de milhões de anos. Estudos recentes indicam que o Anoxycalyx joubini pode viver cerca de 15 mil anos, tornando-o um dos organismos vivos mais antigos atualmente conhecidos.
Pesquisadores, como a bióloga marinha Susanne Gatti, estudam essas esponjas há décadas. Ainda existem muitas perguntas sobre seus mecanismos de longevidade, envelhecimento celular e adaptação a condições extremas, que podem oferecer insights valiosos para biologia e medicina.






