A partir de 20 de maio de 2026, a Amazon encerrará o acesso à Kindle Store para modelos antigos de e‑readers e tablets da linha Kindle, plataforma que permite comprar, emprestar e baixar e‑books diretamente nos aparelhos.
A medida abrange dispositivos lançados em 2012 ou antes, incluindo tanto leitores eletrônicos quanto tablets da linha Kindle Fire, e terá efeito também no Brasil.
Entre os modelos afetados estão o Kindle 1ª e 2ª geração, Kindle DX e DX Graphite, Kindle Keyboard, 4, Touch e 5, Kindle Paperwhite de 1ª geração, assim como os tablets Kindle Fire 1ª e 2ª geração, Fire HD 7 e Fire HD 8.9.
Descontinuidade do Amazon Kindle
Mesmo após o fim do suporte, os dispositivos afetados continuarão funcionando para a leitura de livros já baixados, e as bibliotecas previamente acessadas permanecerão disponíveis. Entretanto, não será mais possível comprar, emprestar ou baixar novos títulos diretamente nesses aparelhos.
Especialistas alertam que, caso o usuário realize um reset de fábrica ou desregistre o dispositivo, ele não poderá ser registrado novamente, tornando-o praticamente inutilizável, exceto por métodos não oficiais.
A Amazon tem enviado notificações por e‑mail aos proprietários de dispositivos antigos, detalhando o fim do suporte. Em algumas regiões, a empresa oferece descontos na compra de novos Kindles e créditos para e‑books como incentivo à atualização.
Além disso, os usuários ainda podem acessar suas bibliotecas e adquirir livros utilizando o aplicativo Kindle para smartphones e tablets ou a versão web, Kindle for Web.
Críticas
A decisão provocou críticas por parte dos consumidores, que argumentam que muitos dos dispositivos ainda estão em bom funcionamento e que a medida pode incentivar a obsolescência programada.
Alguns usuários têm buscado alternativas para manter a funcionalidade de seus aparelhos, como transferir livros manualmente via USB ou recorrer a softwares como Calibre, fora do ecossistema oficial da Amazon.
Especialistas também alertam para os impactos ambientais da medida, destacando o aumento do lixo eletrônico (e‑waste) gerado pela descontinuação de dispositivos ainda operacionais, além de observar que a decisão pode estimular a migração para outras plataformas de leitura digital.






