Considerada uma das doenças neurodegenerativas mais devastadoras por conta de sua progressão implacável e do impacto que causa na vida de seus pacientes, o Alzheimer é alvo de pesquisas constantes, que buscam incansavelmente por uma maneira de reverter a situação.
E vale destacar que, entre as diversas abordagens estudadas, uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, destacou-se ao apontar resultados promissores quanto à eficácia de um remédio para insônia no combate à condição.
Os pesquisadores fizeram testes com o Lemborexant, um medicamento que foi aprovado como um tratamento eficaz contra a insônia pelo FDA, agência reguladora dos EUA, em 2019, e analisaram que ele foi capaz de reduzir o acúmulo da proteína Tau no cérebro de camundongos, que está diretamente ligada ao avanço do Alzheimer.
Em comparação a outros camundongos, que receberam remédios como o Zolpidem (que também é usado para insônia) ou nenhum medicamento, os animais que tomaram Lemborexant apresentaram até 40% de reativação no hipocampo, que é uma das primeiras áreas a serem danificadas pelo Alzheimer.
Sono reparador desempenha papel importante na prevenção do Alzheimer
Vale lembrar que existem inúmeras pesquisas que confirmam que ter boas noites de sono são essenciais para prevenir o Alzheimer, uma vez que elas ajudam na recuperação do corpo e, principalmente, da mente.
Contudo, segundo os cientistas da Universidade de Washington, além de ajudar a garantir um sono melhor, o Lemborexant também agiu no bloqueio da Orexina, um neuropeptídeo que pode estar ligado ao avanço da neurodegeneração.
Testes em humanos ainda podem demorar
Apesar do êxito do medicamento, os pesquisadores afirmaram que os testes em humanos ainda devem demorar a acontecer. Afinal, os estudos iniciais foram realizados apenas com camundongos machos, e portanto ainda não se sabe nem mesmo se os efeitos seriam semelhantes em fêmeas.
Por conta disso, ainda é muito cedo para confirmar que o Lemborexant pode ser uma solução realmente efetiva contra o Alzheimer. No entanto, a expectativa é que os próximos testes mantenham os resultados positivos.






