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Alimentos indicados por cardiologista para diminuir gordura corporal

Por Leticia Florenço
25/06/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Gordura corporal - Reprodução/iStock

Gordura corporal - Reprodução/iStock

Durante décadas, fomos ensinados que emagrecer se resumia a comer menos e se exercitar mais. Calorias viraram vilãs, e a fome virou rotina. No entanto, o cardiologista e pesquisador James DiNicolantonio desafia esse modelo com uma abordagem centrada na nutrição real e no equilíbrio hormonal.

Para ele, a gordura corporal não é resultado apenas de excesso de comida, mas sim de um corpo desregulado, inflamado e mal nutrido. A dica, então, não é comer menos, mas comer melhor. Seu método propõe um foco em alimentos que promovem saciedade, estabilidade glicêmica e regulação do apetite.

Por que passar fome não funciona

Segundo DiNicolantonio, dietas hipocalóricas e com baixa densidade nutricional estimulam desequilíbrios hormonais, como aumento do cortisol, resistência à insulina e desregulação dos hormônios da fome e da saciedade.

O resultado? Um corpo que entra em estado de alerta, acumula gordura e cria compulsões. A solução, portanto, está em alimentar o corpo com inteligência, e não em privá-lo.

Carne magra

Longe de ser um vilão, a carne (especialmente nas versões magras) é um dos alimentos mais saciantes que existem. Rica em proteínas completas, ferro, zinco e vitaminas B, ela ajuda a:

  • Manter a massa muscular (essencial para o metabolismo);
  • Evitar picos de insulina, que favorecem o acúmulo de gordura;
  • Reduzir o apetite, prolongando a saciedade por horas.

Cortes como patinho, coxão mole, frango sem pele e carnes de animais alimentados a pasto são ideais nesse contexto.

Ovos

Ovos inteiros são uma verdadeira central de nutrientes. Cada unidade fornece proteína de alta qualidade, gorduras saudáveis, colina (essencial para o cérebro), antioxidantes e vitaminas lipossolúveis.

Ao consumi-los especialmente pela manhã, o impacto é direto:

  • Redução da fome ao longo do dia;
  • Diminuição do desejo por doces e carboidratos rápidos;
  • Estabilização dos níveis de energia.

E mais: os ovos são baratos, acessíveis e incrivelmente versáteis.

Laticínios integrais

Ao contrário do senso comum que privilegia os produtos light e desnatados, DiNicolantonio defende o consumo de laticínios integrais. Queijos curados, iogurtes naturais e leite integral fornecem:

  • Gorduras boas que promovem saciedade;
  • Cálcio e proteína, essenciais para o metabolismo;
  • Probióticos naturais, que regulam o intestino e o sistema imunológico.

Esses alimentos ajudam a equilibrar os hormônios da fome, enquanto suas versões desnatadas e processadas tendem a provocar fome constante e picos de glicose.

Abacate

Abacate é uma potência nutricional. Rico em gorduras monoinsaturadas, fibras e potássio, ele:

  • Retarda a digestão, promovendo saciedade duradoura;
  • Estabiliza os níveis de açúcar no sangue, evitando compulsões;
  • Melhora a absorção de nutrientes lipossolúveis (como A, D, E e K).

Ideal como lanche ou acompanhamento de refeições, o abacate ajuda a manter o corpo nutrido e satisfeito.

Desejo por açúcar? O problema pode ser falta de sal

Um dos insights mais controversos de DiNicolantonio é que, muitas vezes, a vontade incontrolável por doces não é emocional, mas bioquímica. Ela pode indicar desequilíbrio eletrolítico, especialmente de sódio.

Por isso, ele sugere:

  • Comer picles ou tomar suco de picles;
  • Ingerir uma pequena pitada de sal mineral puro;
  • Garantir ingestão adequada de magnésio e potássio.

Essas ações simples podem diminuir o desejo por açúcar de forma imediata, sem sabotagens.

O verdadeiro vilão

DiNicolantonio aponta os alimentos industrializados e ricos em carboidratos refinados como principais responsáveis pela epidemia de obesidade. Eles são desenhados para:

  • Estimular o apetite;
  • Causar picos de insulina;
  • Provocar dependência alimentar;
  • Desligar os mecanismos naturais de saciedade.

Ao colocar de lado dietas restritivas e focar em alimentos que nutrem, saciam e estabilizam o metabolismo, o resultado é um corpo mais leve, saudável e em harmonia com seu funcionamento biológico.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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