Orbitando a Terra desde 1990, o Telescópio Espacial Hubble foi a principal ferramenta utilizada por especialistas para explorar diversos segredos do universo e, com isso, revolucionar o conhecimento sobre o espaço nas últimas décadas.
E parece que o equipamento está longe de perder seu status, já que nesta segunda-feira (5), a equipe da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) responsável por operá-lo anunciou uma recente e surpreendente descoberta feita com ele.
O anúncio foi feito durante a 247ª reunião da Sociedade Astronômica Americana, em Phoenix, Estados Unidos, na qual os cientistas revelaram a existência de um objeto astronômico que, até então, era considerado algo totalmente inédito.
Trata-se de uma nuvem de matéria escura, que foi apelidada pelos especialistas de “Nuvem 9” e, basicamente, é uma janela do estágio inicial da formação de galáxias, servindo como um registro histórico para a astronomia.
Rica em gás sem estrelas, a “Nuvem 9” está longe de ser uma confirmação de vida alienígena no espaço. Entretanto, de acordo com os cientistas, ela não é menos impressionante, já que pode ser interpretada como uma verdadeira relíquia científica.
NASA afirma que nuvem pode se tornar galáxia no futuro
Vale destacar que a “Nuvem 9” já havia sido avistada por um telescópio localizado em Guizhou, na China, há cerca de 3 anos. Contudo, somente com o Hubble foi possível confirmar a ausência de estrelas e, desta forma, comprovar que ela é uma “galáxia falhada”.
O objeto é menor do que as demais nuvens de hidrogênio observadas próximas à Via Láctea e, de acordo com dados de rádio de alta resolução, foi possível analisar ligeiras distorções no gás que demonstram possíveis interações entre a “Nuvem 9” com uma galáxia espiral próxima, Messias 94 (M94).
Mesmo que isso não comprove sua atividade, isso não significa que a história do objeto chegou ao fim. Afinal, segundo os resultados, publicados no periódico The Astrophysical Journal Letters, os cientistas da NASA acreditam que a “Nuvem 9” pode, eventualmente, formar uma galáxia no futuro caso consiga voltar a crescer.





