A Polícia Federal afirmou que aliciadores têm usado prêmios como moeda de troca para se aproximar de crianças na internet. A revelação foi feita após uma operação nacional realizada na última quarta-feira, 8 de outubro, com foco no combate ao abuso sexual infantil.
De acordo com os investigadores, os criminosos ofereciam vantagens como moedas virtuais, posições de destaque em jogos online, celulares e até transferências em dinheiro via Pix, em troca de imagens íntimas ou interações de cunho sexual.
Aliciadores usavam prêmios para conquistar confiança de crianças
A operação, batizada de Proteção Integral III, foi conduzida simultaneamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.
Contando com a participação de mais de 600 agentes federais e cerca de 270 policiais civis de 16 estados, a ação teve como objetivo localizar e prender indivíduos suspeitos de envolvimento em crimes sexuais contra crianças e adolescentes, muitos deles praticados por meio de plataformas digitais.
Os aliciadores eram, em grande parte, homens que se passavam por crianças ou adolescentes em redes sociais, aplicativos de mensagens e jogos online. A estratégia era sempre a mesma: conquistar a confiança da vítima por meio de atenção constante e recompensas atrativas.
A delegada Rafaella Parca, coordenadora da área de crimes cibernéticos da PF, afirmou que muitos desses criminosos se aproveitavam da vulnerabilidade emocional das crianças, que frequentemente não recebem o cuidado ou atenção adequados em casa.
Aliciadores agem principalmente com crianças que usam internet sem supervisão
Durante a operação, a Polícia Federal cumpriu 184 mandados de busca e apreensão, além de efetuar 55 prisões em flagrante.
Três vítimas foram resgatadas, e em uma das residências os agentes encontraram mais de 5 mil imagens com conteúdo de abuso sexual infantil. O material será analisado e retirado de circulação.
A polícia alerta que o aumento do acesso de crianças à internet, especialmente em idades cada vez mais precoces, tem contribuído para o crescimento desse tipo de crime, já que elas são alvo fácil desses aliciadores.
Dados de pesquisas recentes mostram que o uso da internet por crianças entre 0 e 8 anos mais que dobrou nos últimos nove anos.
Diante disso, a PF reforça a importância do acompanhamento parental. Os responsáveis devem estar atentos aos comportamentos digitais dos filhos, limitar o tempo de tela e manter o diálogo aberto sobre segurança online.
A orientação é clara: prevenir é tão essencial quanto punir.





