O administrador de empresas Alexandre Frota, conhecido como Alex Bacana, prepara uma missão aérea de grande alcance com decolagem prevista para 15 de março de 2026, a partir de Fortaleza (CE). Aos 52 anos, ele pretende realizar a primeira volta ao mundo solo em um avião monomotor RV-10 feita por um brasileiro.
A saída está programada para o período da manhã, em horário técnico ainda condicionado às condições meteorológicas.
O planejamento prevê um percurso de aproximadamente 74 mil quilômetros, com passagem por 45 países, travessia pelos cinco continentes e duração estimada de 150 dias até o retorno ao ponto de origem no Brasil.
Projeto foi estruturado ao longo dos últimos anos
Segundo Frota, a iniciativa começou a ganhar forma em 2022, pouco depois da obtenção do brevê de piloto, embora a ideia já viesse sendo amadurecida há mais de uma década.
O administrador afirma que aplicou ao desafio a mesma lógica utilizada em sua atuação no mercado financeiro, baseada em planejamento de longo prazo e controle rigoroso de riscos.
Formado em Administração de Empresas pela Universidade de Fortaleza e com MBA em Investimentos e Private Banking pelo IBMEC, ele atua como administrador de carteiras credenciado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com certificações CGA, CFP e CEA.
De acordo com o piloto, a missão foi dividida em fases técnicas, financeiras e operacionais para reduzir incertezas.
Reserva financeira foi condição para confirmar a viagem
Casado e pai de dois filhos, Frota afirma que só definiu a data da decolagem após estruturar uma reserva capaz de cobrir integralmente o período fora do país. O planejamento incluiu provisionamento das despesas familiares, organização patrimonial e manutenção das atividades profissionais de forma remota.
Segundo ele, a medida busca garantir estabilidade doméstica durante os cerca de cinco meses de viagem, evitando pressões externas que possam interferir na operação aérea.
Preparação técnica
Além da organização financeira, o piloto informou ter contratado seguros internacionais, elaborado uma matriz formal de risco e realizado estudos detalhados de performance da aeronave experimental. Também foram definidos aeroportos alternativos ao longo de toda a rota.
A missão será realizada no RV-10 experimental de matrícula PT-ZRQ. Entre os principais desafios operacionais estão as travessias oceânicas, a gestão de combustível, as janelas meteorológicas restritas e o desgaste físico acumulado ao longo de meses de voo solo.
Projeto ganhou estrutura de comunicação
A iniciativa, batizada de Frotas Pelo Mundo, começou como um diário de bordo compartilhado com familiares e amigos e evoluiu para um projeto com equipe dedicada de marketing e produção nos últimos seis meses.
Estão previstas transmissões ao vivo, série documental e cobertura multiplataforma durante a jornada. Atualmente, o projeto reúne milhares de seguidores nas redes sociais.
Rota prevê passagem por cinco continentes
O planejamento divulgado inclui passagens por América do Norte, Groenlândia, Islândia, Europa continental, Oriente Médio, Ásia e Oceania, antes do retorno pelas Américas até Fortaleza. Ao longo do percurso, o piloto também pretende realizar ações educacionais e conexões com organizações internacionais.
A proposta, segundo ele, é impactar jovens, empreendedores e profissionais em fase de transição de carreira, ampliando o alcance da iniciativa para além do feito aeronáutico.
Com a operação na fase final de preparação, Alexandre Frota afirma que aposta na combinação entre método, preparo técnico e disciplina para completar a circunavegação.
Se a missão for concluída conforme o planejado, poderá se tornar um marco na aviação leve brasileira ao registrar uma volta ao mundo solo em monomotor realizada por um piloto do país.






