Alterações como aumento da pressão arterial, inflamação dos vasos sanguíneos e desequilíbrios no colesterol e nos triglicerídeos podem se instalar de forma silenciosa e progressiva. Em muitos casos, os sinais só aparecem quando o coração já apresenta algum grau de comprometimento.
Isso acontece porque o coração, mesmo sob sobrecarga, raramente manifesta sintomas claros nas fases iniciais. Ainda assim, mantém sua função essencial de bombear o sangue para todo o organismo, garantindo a chegada de oxigênio e nutrientes às células e o funcionamento adequado de órgãos vitais, como cérebro, rins e pulmões.
Atitudes que prejudicam o coração
Ao longo do tempo, atitudes cotidianas prejudiciais podem comprometer gradualmente essa eficiência. Entre os principais fatores de risco estão:
Sedentarismo
- 47% dos adultos brasileiros são sedentários, segundo o IBGE.
- Entre jovens, a inatividade pode chegar a 84% em algumas faixas etárias.
- Permanecer grande parte do dia sentado aumenta em 13% a 20% o risco de morte prematura ou doenças cardíacas.
- Reduz a eficiência do coração e dos vasos sanguíneos.
- Favorece endurecimento vascular, elevação da pressão arterial e alterações no metabolismo de lipídios e glicose.
- A OMS recomenda pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada para proteção cardiovascular.
Alimentação inadequada
- Dietas ricas em sódio, açúcares, gorduras saturadas e trans, além de ultraprocessados e baixo teor de fibras, elevam o risco cardiovascular.
- Mais de 4 milhões de mortes por cardiopatia isquêmica no mundo, em 2023, foram associadas a dietas desequilibradas (Nature Medicine).
- Alto consumo de ultraprocessados pode aumentar em cerca de 17% o risco de doenças cardiovasculares.
- Excesso de sal contribui para hipertensão, principal fator de risco para infarto e AVC.
- Açúcares e gorduras inadequadas elevam colesterol, inflamação e resistência à insulina.
Sono insuficiente ou de má qualidade
- Dormir menos de 7 horas por noite regularmente impacta o sistema cardiovascular.
- 1 em cada 3 adultos não dorme o suficiente.
- Privação de sono está associada a maior risco de hipertensão, obesidade, diabetes e eventos cardíacos.
- Acrescentar 11 minutos de sono por noite pode reduzir em até 10% o risco de ataque cardíaco.
- A restrição crônica do sono aumenta a inflamação, estresse e alterações metabólicas, favorecendo doenças cardíacas.






