As ações do Banco do Brasil (BBAS3) fecharam em forte queda na última quarta-feira, 16 de julho de 2025, após um novo sinal de alerta vindo do JP Morgan.
O banco norte-americano revisou sua projeção para os papéis da instituição brasileira, o que acentuou um movimento de baixa que já vinha se desenhando desde o início do ano.
Com desempenho abaixo do Ibovespa em 2025 e resultados financeiros pressionados, o BB vive uma fase de desconfiança crescente no mercado, sentimento que se agravou com o relatório mais recente da casa de análise.
Alerta do JP Morgan faz ações do Banco do Brasil despencarem
No documento enviado a seus clientes, o JP Morgan manteve a recomendação neutra para BBAS3, mas reduziu o preço-alvo das ações de R$ 28 para R$ 26. A decisão foi acompanhada de uma análise pessimista sobre o setor de crédito agrícola, segmento em que o Banco do Brasil tem participação dominante.
De acordo com o relatório, dados recentes divulgados pelo Banco Central apontam para uma deterioração mais acentuada da carteira do agronegócio, com potencial de dobrar a formação de créditos de difícil recuperação em relação ao primeiro trimestre.
Para os analistas do JP Morgan, o risco é que o cenário para o segundo trimestre seja ainda mais desafiador do que o previsto, mesmo levando em conta que parte das dificuldades já estava sendo considerada pelo mercado.
A reação dos investidores foi imediata: ao meio-dia de quarta-feira, os papéis do Banco do Brasil registravam queda superior a 3%, cotados a R$ 20,20, refletindo a preocupação com a possibilidade de um novo ciclo de perdas no setor agrícola e seus efeitos sobre os resultados do banco.
Ações do Banco do Brasil já enfrentavam baixa
Além do alerta do JP Morgan, outros elementos vêm pressionando as ações do BB ao longo de 2025. O lucro do primeiro trimestre caiu mais de 20%, puxado pelo aumento da inadimplência no crédito rural.
A suspensão do guidance financeiro para o ano e os impactos da resolução 4966, que elevou o nível de provisões para calotes, também ajudaram a aumentar o pessimismo.
A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano agrava o custo do crédito e compromete a expansão da carteira, enquanto algumas gestoras já projetam cortes nos dividendos e resultados mais fracos no segundo semestre.
O ambiente para BBAS3 continua volátil e repleto de incertezas — com investidores divididos entre o receio de mais perdas e a esperança de uma recuperação futura.






