Para muita gente, os celulares viraram quase uma extensão do corpo. Eles moram no bolso, acompanham cada saída de casa e raramente ficam longe das mãos. Funcionam como agenda, carteira, câmera, ferramenta de trabalho e até companhia para momentos de tédio.
Mas, segundo Mark Zuckerberg, CEO da Meta, esse hábito que define a vida moderna tem prazo para acabar. O executivo acredita que o aparelho que domina o cotidiano há mais de uma década está prestes a perder espaço para uma nova geração de dispositivos.
Adeus aos celulares comuns: dono do WhatsApp afirmou que eles serão substituídos
Durante o Meta Connect 2025, realizado em setembro, Zuckerberg afirmou que a etapa atual dos celulares inteligentes, os smartphones, está próxima do limite.
Segundo ele, o formato que hoje parece indispensável será trocado por algo que pretende tornar a tecnologia menos intrusiva e mais integrada ao ambiente.
Sua aposta recai sobre os óculos inteligentes com realidade aumentada, que ele vê como o próximo grande salto depois dos celulares.
O modelo apresentado no evento, chamado Meta Ray-Ban Display, é o exemplo mais claro dessa visão. Tratam-se de óculos que incorporam uma pequena tela visível apenas para o usuário e capaz de projetar informações no campo de visão sem precisar olhar para baixo.
A proposta é que tarefas rápidas, como checar mensagens, seguir rotas, acompanhar legendas automáticas ou realizar traduções instantâneas, deixem de exigir que alguém desbloqueie o celular. Em vez disso, tudo aparece diretamente diante dos olhos.
A operação dos óculos combina três formas de comando. O usuário pode falar com o aparelho, fazer gestos simples com a mão ou usar a pulseira Neural Band, que interpreta impulsos musculares para controlar menus e selecionar funções.
A ideia é criar uma interação mais natural, algo que dispense a dependência constante da tela do smartphone e torne o uso da tecnologia mais fluido no dia a dia.
Mas celulares não serão substituídos tão cedo…
Mesmo com o entusiasmo de Zuckerberg, os óculos ainda não funcionam de maneira totalmente independente. Alguns recursos seguem amarrados a um dispositivo base, e o próprio aparelho não realiza chamadas telefônicas diretas por enquanto.
A Meta reconhece que esses limites devem ser superados ao longo dos próximos anos, conforme o hardware avance e a adoção se amplie.
O Meta Ray-Ban Display chegará aos Estados Unidos por 799 dólares, com expansão prevista para 2026.
Para a empresa, esse é o início de uma transição que pode redefinir a forma como as pessoas se relacionam com a tecnologia. Para Zuckerberg, é apenas questão de tempo até que dizer adeus aos celulares deixe de ser previsão e vire rotina.






