Por décadas, o código de barras foi o padrão ouro da automação no varejo e nos pagamentos. Presente em praticamente todos os produtos de supermercado, ele também virou figura obrigatória nos boletos bancários, facilitando transações financeiras e organizando estoques em larga escala.
Essa sequência de linhas pretas e brancas foi sinônimo de eficiência, agilidade no caixa e padronização global. No entanto, o tempo dessa tecnologia está chegando ao fim, especialmente nos pagamentos.
Acabou! Fim da era de pagamentos por códigos de barras; saiba quando
Com o avanço da digitalização, o código de barras tem perdido espaço para alternativas mais modernas, como o QR Code.
A substituição ainda não é total, mas já é clara: nos pagamentos, sobretudo no Brasil, o QR Code avança com força, impulsionado pelo crescimento do Pix e pela maior integração com smartphones.
Segundo a GS1, organização que regula os padrões globais de identificação de produtos, o prazo para a transição definitiva já está contado. Até 2027, os códigos de barras lineares devem desaparecer para dar lugar aos códigos 2D.
Ao longo de meio século, o código de barras foi essencial para o funcionamento de supermercados, farmácias, distribuidoras e redes de varejo. Ele tornou o processo de escaneamento simples e padronizado, permitindo o controle de milhões de produtos em tempo real.
Além disso, nos boletos bancários, esse tipo de código viabilizou o pagamento rápido nas agências, caixas eletrônicos e aplicativos bancários, bastava apontar o leitor para processar a cobrança.
QR Code ganhou espaço do código de barras, principalmente nos pagamentos
Mas o cenário começou a mudar. O QR Code, criado em 1994 no Japão, ganhou força nas últimas décadas por conseguir armazenar muito mais informações e ser mais flexível na leitura.
Com a popularização dos celulares com câmeras potentes, escanear um QR Code virou algo natural, especialmente em tempos de pandemia, quando o contato físico precisou ser reduzido.
Restaurantes adotaram cardápios digitais, empresas passaram a oferecer links de pagamento instantâneo, e o uso nos boletos disparou.
No Brasil, a chegada do Pix acelerou ainda mais essa mudança. Hoje, pagar contas usando QR Code é mais rápido, mais seguro e menos sujeito a erros do que digitar longas sequências numéricas.
A tendência é que, nos próximos dois anos, os códigos de barras se tornem coisa do passado. A nova era já começou, e ela é 2D.






