A morte de três pessoas e a internação de sete outras em São Paulo, por intoxicação causada por bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, acendeu um alerta nacional. Em Minas Gerais, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) recomendou que bares e restaurantes reforcem a atenção na compra de bebidas e fiquem atentos a indícios de adulteração.
Entre os sinais de alerta destacados estão preços muito baixos, lacres danificados, erros de impressão nos rótulos e odor semelhante a solventes. Apesar de não haver casos registrados de contaminação no estado, a Abrasel orienta que os produtos sejam adquiridos apenas de distribuidores confiáveis e formalmente reconhecidos.
Alerta para Minas Gerais
Diante do surto, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Procon, publicou uma recomendação sobre a comercialização de bebidas alcoólicas no estado, motivada por alerta da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) sobre os riscos de adulteração com metanol.
O órgão destacou que toda a cadeia de fornecimento — fabricantes, distribuidores, bares, restaurantes, hotéis e organizadores de eventos — é responsável por garantir que os produtos atendam às normas de qualidade, identidade e rastreabilidade.
A Abrasel reforça que os estabelecimentos devem adquirir bebidas apenas de fornecedores confiáveis, com CNPJ ativo e reputação idônea, além de exigir e arquivar as notas fiscais eletrônicas (NF-e) de cada compra. Também é recomendado manter um cadastro atualizado de fornecedores, garantindo a rastreabilidade completa de todos os produtos em estoque.
Bebidas falsificadas
O metanol é uma substância extremamente perigosa, presente em combustíveis e solventes, cuja ingestão pode provocar desde sintomas leves, como dor de cabeça, náusea e sonolência, até efeitos graves, incluindo convulsões, falência múltipla de órgãos e cegueira permanente. O Ministério da Justiça informou que os casos registrados em São Paulo ocorreram em ambientes comuns de consumo de álcool, como bares e festas, e não em locais clandestinos.
A falsificação e adulteração de bebidas alcoólicas configuram crimes contra o consumidor, representando risco à saúde pública e causando prejuízos diretos a estabelecimentos que atuam dentro da legalidade. Esse cenário evidencia a necessidade de ação conjunta e coordenada entre autoridades, setor produtivo e sociedade para proteger os consumidores e coibir práticas criminosas.






