Ao imaginar uma imensa cratera em chamas, é quase inevitável associá-la à representação de algo infernal. E é justamente por isso que a Cratera de Darvaza, localizada no norte do Turcomenistão, na Ásia Central, recebeu o apelido de “Porta do Inferno”.
Com 69 metros de largura e 30 metros de profundidade, estima-se que ela tenha sido aberta há mais de 50 anos, e expele fogo por conta do gás natural presente na região, oferecendo um espetáculo impressionante que atrai aventureiros corajosos de todas as partes do mundo.
Mas vale destacar que as origens da cratera ainda são envoltas em mistério, com diversas versões e teorias sendo discutidas ao longo dos anos. Uma das mais famosas envolve uma perfuração conduzida por geólogos soviéticos em busca de petróleo na década de 1970. A ação teria feito com que o solo desmoronasse, e para evitar que o gás vazasse para a atmosfera, eles teriam decidido atear fogo no local, acreditando que as chamas se extinguiriam em algum momento.
Porém, em 2013, uma expedição realizada pelo canal National Geographic revelou que não há documentos oficiais que confirmem a história. Com isso, outras hipóteses também ganharam ainda mais evidência.
“Porta do Inferno” gera preocupação
Apesar de sua beleza e do apelo turístico, a cratera de Darvaza também se tornou alvo de críticas por representar um desperdício contínuo de recursos naturais e pelos possíveis impactos à saúde e ao meio ambiente.
As autoridades do Turcomenistão já manifestaram a intenção de apagar as chamas e selar a “Porta do Inferno”, mas, até o momento, nenhuma das tentativas foi bem-sucedida.
Fogo da “Porta do Inferno” perdeu a força
No mês passado, o governo do país anunciou que a intensidade do fogo na cratera de Darvaza diminuiu significativamente, principalmente por conta da perfuração de diversos poços na região.
De acordo com o que foi divulgado pela revista Science Alert, as chamas foram reduzidas em três vezes. Com isso, a possibilidade de a “Porta do Inferno” ser finalmente fechada se torna real.






