Pesquisadores publicaram na revista Historical Biology um estudo que amplia o conhecimento sobre a biologia do Espinossauro, considerado o maior predador carnívoro entre os dinossauros conhecidos.
A análise identificou indícios da existência de glândulas responsáveis pela eliminação do excesso de sal, uma característica comum em animais atuais adaptados a ambientes com influência de água salgada.
Para chegar às conclusões, os cientistas examinaram fósseis de diversos representantes dos espinossaurídeos, família que reúne espécies como Spinosaurus, Baryonyx e Irritator.
Os resultados mais consistentes foram observados nos espinossauríneos, subgrupo que apresenta evidências mais fortes de adaptação a ecossistemas aquáticos e regiões de água salobra.
Achado no fóssil
Evidências das glândulas de sal
- Os pesquisadores não encontraram as glândulas propriamente ditas, pois tecidos moles raramente são preservados em fósseis.
- A identificação foi feita por meio de canais e depressões ósseas localizadas acima dos olhos.
- As estruturas são compatíveis com a presença de glândulas especializadas na eliminação de sal.
- A posição dessas marcas é semelhante à observada em aves marinhas atuais.
Indícios de adaptação aquática
- A descoberta fortalece a hipótese de que o Espinossauro possuía hábitos ligados à água.
- Estudos anteriores já apontavam características compatíveis com esse estilo de vida.
- O animal apresentava ossos mais densos, dentes adaptados para capturar peixes e cauda adequada à natação.
Limites da descoberta
- As evidências não indicam que o Espinossauro fosse totalmente marinho.
- Os pesquisadores associam essas adaptações principalmente a ambientes como estuários, manguezais e regiões de água salobra.
Dinossauros marinhos
A descoberta também amplia a discussão sobre a ocupação dos ambientes aquáticos pelos grandes vertebrados da Era Mesozoica.
Apesar da popularidade do termo “dinossauros marinhos”, animais como ictiossauros, plesiossauros e mosassauros pertenciam a grupos distintos de répteis que evoluíram de forma independente e desenvolveram adaptações completas para a vida nos oceanos.
Para os pesquisadores, as evidências de glândulas de sal nos espinossaurídeos sugerem que a capacidade limitada de eliminar o excesso de sal pode ter sido um dos fatores que impediram os dinossauros não aviários de se estabelecerem permanentemente em ambientes marinhos.






