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Maior que a Rio-Niterói, a ponte que vai ligar duas cidades do Nordeste começa a ser construída em junho

Por Leticia Florenço
25/05/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Ponte - Reprodução/Unsplash/Sim Kimhort

Ponte - Reprodução/Unsplash/Sim Kimhort

A construção da Ponte Salvador-Itaparica deu mais um passo importante nesta semana com a chegada das primeiras estruturas metálicas ao Porto de Salvador. Os materiais vieram da China e serão utilizados nas etapas iniciais daquela que promete ser a maior ponte da América Latina sobre lâmina d’água.

A carga desembarcou no último dia 18 e reúne mais de 800 toneladas de equipamentos de engenharia. Avaliada em cerca de R$ 17 milhões, a remessa inclui vigas Bailey, estruturas metálicas e outros componentes essenciais para o início das obras, previsto para junho de 2026.

Os materiais serão encaminhados para os canteiros instalados em Maragogipe e Vera Cruz, na Bahia, onde equipes já iniciaram os preparativos para a construção.

Estrutura terá 12,4 quilômetros de extensão

Com 12,4 quilômetros de comprimento, a Ponte Salvador-Itaparica deverá superar a extensão da Ponte Rio-Niterói, atualmente uma das principais referências da engenharia nacional.

O projeto prevê a ligação direta entre Salvador e a Ilha de Itaparica, atravessando a Baía de Todos-os-Santos. A obra é considerada estratégica para melhorar a mobilidade na região metropolitana da capital baiana e reduzir a dependência do sistema de ferry-boat.

Segundo o cronograma divulgado pelos responsáveis pelo empreendimento, as obras civis em grande escala devem começar oficialmente em junho do próximo ano.

Cooperação internacional marca empreendimento

A execução do projeto conta com participação internacional. Ao todo, mais de 1.550 itens foram enviados da China para abastecer as etapas iniciais da construção.

A logística envolve transporte marítimo, operações portuárias e deslocamento das estruturas até os canteiros de obras no interior da Bahia. Especialistas apontam que a dimensão da operação reforça a complexidade técnica do empreendimento.

Além das estruturas metálicas já entregues, novos carregamentos devem chegar ao Brasil nos próximos meses.

Obra deve gerar cerca de 7 mil empregos

A expectativa é que a construção da ponte gere aproximadamente 7 mil empregos diretos e indiretos ao longo dos próximos anos.

As vagas deverão abranger áreas como engenharia civil, logística, transporte, montagem industrial e serviços operacionais. Municípios próximos aos canteiros também esperam impacto positivo na economia local, especialmente nos setores de comércio e serviços.

O projeto é visto pelo governo baiano como uma das principais iniciativas de infraestrutura do estado nas últimas décadas.

Redução no tempo de viagem é uma das metas

Entre os principais benefícios esperados está a diminuição no tempo de deslocamento entre Salvador e a Ilha de Itaparica. Atualmente, boa parte do trajeto depende do transporte marítimo realizado por ferry-boats.

Com a nova ligação rodoviária, a expectativa é facilitar o transporte de passageiros e mercadorias, além de estimular o turismo e novos investimentos econômicos na região.

Especialistas também apontam que a ponte poderá contribuir para desafogar o tráfego marítimo na Baía de Todos-os-Santos.

Equipamentos pesados já chegaram aos canteiros

Um guindaste com capacidade para 60 toneladas já foi entregue ao canteiro de obras em Maragogipe. Além disso, tubos de aço e outros materiais seguem em processo de transporte para a Bahia.

Também está prevista a instalação de uma plataforma provisória que servirá de apoio para máquinas e equipes durante as etapas iniciais da construção.

A estrutura temporária é considerada fundamental para garantir segurança operacional e dar suporte às atividades em áreas marítimas.

Com a chegada dos primeiros equipamentos ao Brasil e o início da preparação dos canteiros, o projeto entra agora em uma etapa decisiva que poderá transformar a mobilidade e a economia da Bahia nas próximas décadas.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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