Mesmo após recentes surtos de hantavírus e norovírus em navios de passageiros, especialistas avaliam que episódios sanitários desse tipo têm pouco impacto imediato nas reservas de viagens marítimas.
Segundo analistas do setor, isso ocorre porque os cruzeiros normalmente são comprados com meses de antecedência, o que reduz cancelamentos no curto prazo.
Nesse cenário, a indústria global de cruzeiros segue em expansão. A Cruise Lines International Association (CLIA) projeta que 38,3 milhões de pessoas viajarão em cruzeiros em 2026, número 4% superior ao recorde de 37,2 milhões de passageiros registrado no ano passado.
Procura por cruzeiros
Levantamento da plataforma CruiseCompete mostra que as reservas de cabines tiveram aumento superior a 30% na primeira quinzena de maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025.
Especialistas do setor relacionam o avanço ao custo mais competitivo das viagens marítimas diante da alta dos preços no turismo convencional, além da ampliação das viagens multigeracionais, modelo que reúne familiares de diferentes idades em um único roteiro.
O relatório “State of the Cruise Industry 2026”, divulgado pela CLIA, aponta ainda elevado índice de fidelização entre os consumidores: quase 90% dos passageiros afirmam ter intenção de embarcar novamente em futuros cruzeiros.
Surtos à bordo
Entre os casos recentes que chamaram atenção internacional estão:
MV Hondius | Antártida
- surto de hantavírus
- ao menos 3 mortes
- 11 casos confirmados ou suspeitos
- emissão de alertas internacionais sobre risco de contágio
Caribbean Princess
- surto de norovírus informado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC)
- 102 passageiros afetados
- 13 tripulantes com sintomas
- viagem transatlântica iniciada em 28 de abril
Pelas regras do CDC, companhias marítimas devem divulgar surtos quando pelo menos 3% dos passageiros apresentam sintomas gastrointestinais.
Apesar dos episódios recentes, autoridades internacionais classificaram o risco geral para viajantes como baixo e não recomendaram restrições às viagens marítimas.





