O Brasil ficou fora do Top 10 das melhores praias do mundo em 2026, segundo o novo ranking internacional “The World’s 50 Best Beaches”.
O resultado chamou atenção por envolver um país conhecido mundialmente por seu litoral extenso e por destinos famosos como Fernando de Noronha, Jericoacoara e Arraial do Cabo.
Embora duas praias brasileiras tenham aparecido na lista das 50 melhores do planeta, nenhuma conseguiu alcançar as primeiras posições. O cenário reforça uma mudança no perfil do turismo internacional, que vem priorizando praias mais isoladas, preservadas e menos exploradas.
A relação foi elaborada a partir dos votos de mais de mil profissionais do turismo, especialistas em viagens e influenciadores do setor que visitaram centenas de praias ao redor do mundo.
Critérios do ranking vão além da beleza natural
Diferentemente de listas baseadas apenas em popularidade, o levantamento considera diversos fatores ligados à experiência do visitante e ao estado de conservação ambiental dos destinos. Entre os principais critérios analisados estão:
- Preservação da natureza
- Sensação de exclusividade
- Nível de lotação
- Transparência da água
- Presença de vida marinha
- Ruídos naturais
- Facilidade de acesso controlado
- Impacto humano na paisage
Os organizadores afirmam que praias excessivamente urbanizadas ou afetadas pelo turismo em massa perderam força nas avaliações deste ano.
Praia das Filipinas assume liderança mundial em 2026
A primeira colocação ficou com Entalula Beach, localizada em Palawan, nas Filipinas. O destino superou praias tradicionais da Grécia, Austrália e Caribe graças ao ambiente considerado praticamente intocado.
Segundo os responsáveis pelo ranking, o local reúne características cada vez mais valorizadas pelos viajantes internacionais: isolamento, preservação ambiental e baixa interferência humana.
A praia é cercada por falésias calcárias, possui águas azul-turquesa e acesso limitado, o que ajuda a manter a conservação do ecossistema.
As 10 melhores praias do mundo em 2026
O Top 10 do ranking ficou concentrado em regiões da Ásia, Oceania e Caribe:
- Entalula Beach — Filipinas
- Fteri Beach — Grécia
- Wharton Beach — Austrália
- Nosy Iranja — Madagascar
- East Beach — Fiji
- Shoal Bay East — Anguilla
- Dhigurah — Maldivas
- Playa Balandra — México
- Koh Rong — Camboja
- Donald Duck Bay — Tailândia
O levantamento mostra o fortalecimento de destinos menos explorados pelo turismo tradicional.
Brasil aparece apenas com duas praias na lista
O Brasil conseguiu incluir apenas dois destinos entre as 50 melhores praias do mundo:
- Baía do Sancho — 33ª posição
- Pontal do Atalaia — 44ª posição
A Baía do Sancho, localizada em Fernando de Noronha, já ocupou posições muito mais altas em rankings internacionais anteriores. A queda gerou repercussão entre especialistas em turismo ambiental.
Pontal do Atalaia, em Arraial do Cabo, foi reconhecida pelas águas transparentes e pela paisagem preservada, mas também ficou distante das primeiras colocações.
Turismo internacional muda perfil de preferência
O ranking também evidencia uma transformação no comportamento dos viajantes globais após os últimos anos.
Segundo os organizadores da lista, turistas estão priorizando experiências mais tranquilas e naturais, buscando locais que ainda mantenham características preservadas.
Praias famosas e muito movimentadas continuam atraindo visitantes, mas passaram a perder espaço para destinos considerados mais “autênticos”. A tendência já pode ser observada em países do Sudeste Asiático, Caribe e Oceania, regiões que dominaram as primeiras posições do ranking.
Brasil segue como potência turística, mas enfrenta novos desafios
Mesmo fora do Top 10, o Brasil continua sendo uma das maiores referências mundiais em turismo de praia. O país possui milhares de quilômetros de litoral e destinos conhecidos internacionalmente.
No entanto, o novo ranking mostra que apenas beleza natural já não garante liderança global.
O avanço do turismo sustentável e a valorização de praias preservadas devem influenciar cada vez mais futuras classificações internacionais e também as escolhas dos viajantes nos próximos anos.





