A primeira onda de frio de 2026 deve manter temperaturas baixas em várias regiões do Brasil até pelo menos 20 de maio, segundo a MetSul e a Climatempo.
Considerado o episódio mais intenso do ano até agora, o fenômeno é provocado por uma sequência de três massas de ar frio que devem prolongar o clima típico de inverno no Sul e em parte do Centro-Oeste.
Em Minas Gerais, o avanço do ar polar já derruba as temperaturas no Sul de Minas, Triângulo Mineiro e Zona da Mata. Os dias mais frios devem ocorrer entre 11 e 13 de maio, com possibilidade de geada em áreas serranas.
Em Belo Horizonte, as mínimas podem ficar entre 17°C e 18°C, enquanto especialistas alertam para riscos à agricultura, principalmente em cafezais localizados em regiões elevadas.
Temperaturas de maio
A primeira massa de ar polar já provocou queda acentuada das temperaturas no Sul do Brasil, além de Mato Grosso do Sul e São Paulo, com madrugadas mais frias previstas entre 11 e 13 de maio.
Há chance de geada em regiões serranas, onde os termômetros podem ficar abaixo de zero, além de possibilidade isolada de neve ou chuva congelada nas áreas mais altas da Serra Gaúcha e Catarinense.
Os meteorologistas também preveem a chegada de novas massas de ar frio entre os dias 14 e 18 de maio, incluindo um sistema mais intenso e de trajetória continental, que deve ampliar o frio no Sul, Sudeste e Centro Oest do país.
Segundo as previsões, os efeitos da massa polar podem alcançar até áreas da Região Norte, com episódios de friagem em estados como Acre e Rondônia.
Condições climáticas
Meteorologistas associam o cenário atual à Oscilação Antártica (AAO) em fase negativa, condição que desloca os ventos ao redor da Antártida mais ao norte e facilita o avanço do ar polar sobre a América do Sul.
Esse padrão também aumenta as chances de chuvas intensas, ciclones e períodos prolongados de frio.
Modelos meteorológicos indicam temperaturas abaixo ou muito abaixo da média histórica durante boa parte da segunda quinzena de maio.
Segundo especialistas, o cenário se aproxima do padrão típico do inverno, comum entre junho e agosto, após meses de calor acima da média no país.





