Em grandes eventos internacionais, especialistas apontam que o elevado fluxo de pessoas aliado à redução da cobertura vacinal pode facilitar o retorno de doenças antes controladas, o que coloca a prevenção no centro das estratégias de saúde pública.
A Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá e deve atrair cerca de 6,5 milhões de participantes, amplia esse cenário de atenção.
Diante do aumento de registros de sarampo nas Américas, autoridades de saúde destacam a necessidade de verificar e atualizar a vacinação antes de viagens internacionais.
Vacinas para a Copa do Mundo
A atualização do calendário vacinal é indicada antes de viagens internacionais, especialmente para eventos com grande circulação de pessoas. Entre as vacinas consideradas essenciais estão:
- Difteria, tétano e coqueluche
- Poliomielite
- Influenza (gripe)
- COVID-19
Além dessas, dependendo do perfil do viajante e das atividades previstas, podem ser recomendadas outras imunizações:
- Hepatite A e B
- Febre tifoide
- Meningocócica
Nos países que sediarão a Copa do Mundo de 2026, não há exigência de vacinas obrigatórias para entrada de viajantes. No entanto, existem orientações específicas de saúde:
- México: recomendação de vacinação contra hepatite A e febre tifoide, além de atenção à hepatite B, especialmente em situações de maior exposição a alimentos ou serviços de saúde.
- Estados Unidos e Canadá: foco na atualização das vacinas de rotina, com destaque para sarampo e influenza, devido ao risco de surtos em ambientes de grande aglomeração.
Cobertura vacinal pré-viagem
Em eventos com grande concentração de público, como a Copa, o risco de disseminação de doenças respiratórias aumenta de forma significativa.
Por isso, recomenda-se que a vacinação esteja completa pelo menos duas semanas antes da viagem, garantindo tempo adequado para a resposta imunológica.
A checagem do histórico vacinal é considerada essencial, sobretudo entre adultos que não possuem registro ou não se lembram das doses recebidas.
A imunização também tem papel importante na proteção de grupos mais vulneráveis, como bebês, gestantes e pessoas imunossuprimidas.





