O quadro financeiro das famílias brasileiras se mostra mais pressionado em 2026 e já alcança a maior parte da população. Dados recentes do Datafolha apontam que 59% dos brasileiros não conseguem arcar com despesas básicas utilizando a renda familiar, percentual que chega a aproximadamente 70% entre aqueles com rendimento de até dois salários mínimos.
Em contraste, apenas cerca de 6% afirmam ter renda suficiente para cobrir os gastos mensais com folga.
Nesse contexto, cresce a adoção de estratégias para complementar o orçamento. Cerca de 45% da população passou a buscar fontes adicionais de renda, sobretudo por meio de atividades informais. Paralelamente, 40% dos brasileiros relatam redução recente nos rendimentos, com maior incidência entre pessoas na faixa dos 35 aos 44 anos.
Dificuldades em pagar contas
O aumento do endividamento intensifica a pressão sobre o orçamento das famílias. Estimativas indicam que cerca de dois terços dos brasileiros possuem algum tipo de dívida, enquanto aproximadamente 21% estão inadimplentes.
Entre os compromissos financeiros estão gastos com cartão de crédito, empréstimos e contas essenciais do cotidiano.
Dados estruturais ajudam a dimensionar o cenário. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) mostra que 78,9% das famílias estavam endividadas no fim de 2025, patamar que chegou a 79,5% ao longo do ano, o mais elevado da série histórica.
Informações da Serasa Experian também apontam queda na capacidade de pagamento, com aumento no atraso de dívidas, em um contexto marcado por juros altos e maior comprometimento da renda.
No horizonte de longo prazo, o problema se mostra persistente. O número de inadimplentes cresceu mais de 38% na última década.
Dicas gerais de como lidar com a pressão orçamentária
Diante da pressão no orçamento, a prioridade é reorganizar as finanças com foco no essencial, mapeando receitas e despesas, priorizando gastos básicos e cortando itens não indispensáveis. Também é recomendável ajustar vencimentos e negociar dívidas, sobretudo as com juros mais altos.
Evitar novos empréstimos caros é fundamental. Sempre que possível, criar uma reserva, ainda que pequena, ajuda a reduzir a dependência de crédito. Programas de renegociação e orientação financeira podem auxiliar na reorganização das contas.





