Mais Tendências - Tribuna de Minas
  • Cidade
  • Contato
  • Região
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura
  • Empregos
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados

Restaurantes estão passando por dificuldades após aumento do uso de canetas emagrecedoras

Por Leticia Florenço
19/04/2026
Em Colunas, Mais Tendências
0

O crescimento no uso de medicamentos injetáveis conhecidos como “canetas emagrecedoras” já começa a produzir efeitos que vão além da saúde individual dos pacientes.

Um novo levantamento do Instituto Locomotiva indica que o fenômeno está provocando mudanças relevantes no padrão de consumo alimentar das famílias brasileiras, com impacto direto em supermercados, aplicativos de delivery e, principalmente, no setor de restaurantes.

A pesquisa aponta que a redução do apetite, um dos principais efeitos associados ao uso dessas substâncias, tem levado muitos consumidores a comer menos fora de casa e a repensar completamente seus hábitos alimentares.

Mudança de comportamento já atinge o consumo fora de casa

Os dados mostram uma transformação significativa no cotidiano de quem convive com usuários das canetas emagrecedoras. Em cerca de 61% dos domicílios onde há pacientes em tratamento, houve alteração perceptível no padrão de consumo alimentar.

Entre os principais impactos observados estão:

  • 24% reduziram gastos em mercados e atacados
  • 55% diminuíram o uso de aplicativos de delivery
  • 47% passaram a frequentar menos restaurantes

Esses números indicam uma queda consistente na demanda por alimentação fora do lar, um dos pilares do setor de food service.

Menos apetite, menos consumo e novas escolhas alimentares

A principal explicação para essa mudança está ligada ao efeito fisiológico do medicamento: a redução do apetite.

Em 8 a cada 10 domicílios com usuários, os entrevistados relataram diminuição significativa da fome, o que naturalmente leva a uma menor ingestão de alimentos e a uma reorganização das rotinas alimentares.

Além da redução geral do consumo, a pesquisa também identificou uma mudança qualitativa na dieta desses consumidores, com maior foco em alimentos considerados mais saudáveis:

  • 30% aumentaram o consumo de proteínas magras
  • 26% passaram a consumir mais frutas e vegetais
  • 25% elevaram a ingestão de alimentos integrais
  • 22% aumentaram o consumo de água e chás sem açúcar

Esse movimento sugere não apenas uma redução de volume, mas uma reestruturação do tipo de alimento consumido.

Impacto direto no setor de restaurantes e delivery

O setor de alimentação fora do lar é um dos mais afetados por essa mudança de comportamento. A redução da frequência em restaurantes e o menor uso de serviços de entrega indicam uma possível reconfiguração do mercado.

Com consumidores com menor apetite e mais seletivos, restaurantes podem enfrentar:

  • Queda no número de pedidos individuais
  • Redução no ticket médio por cliente
  • Maior dificuldade em manter consumo recorrente
  • Aumento da busca por porções menores ou compartilhadas

Essa tendência também pressiona plataformas de delivery, que já vinham enfrentando mudanças no comportamento pós-pandemia.

Alterações no estilo de vida e novas prioridades alimentares

Além da redução do consumo, o estudo também revela uma mudança mais ampla no estilo de vida dos usuários e seus domicílios. A tendência aponta para maior atenção à qualidade dos alimentos e menor dependência de produtos industrializados ou de conveniência.

Esse comportamento inclui:

  • Menor consumo de ultraprocessados
  • Redução de bebidas açucaradas
  • Maior busca por alimentos naturais e leves
  • Aumento da hidratação e substituição de bebidas calóricas

Essas mudanças reforçam a ideia de uma reeducação alimentar involuntária impulsionada pelo tratamento.

Metodologia da pesquisa

O levantamento foi realizado pelo Instituto Locomotiva entre os dias 3 e 9 de fevereiro de 2026. Foram ouvidas 1.004 pessoas em todo o Brasil, por meio de questionário digital de autopreenchimento.

A amostra foi ponderada com base em critérios de região, gênero, idade e renda, seguindo o perfil da população brasileira conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

Um mercado em transição

O avanço das canetas emagrecedoras e seus efeitos colaterais comportamentais colocam o setor de alimentação diante de um novo cenário. Restaurantes, mercados e plataformas digitais passam a lidar não apenas com mudanças econômicas, mas com uma transformação profunda no próprio ato de consumir comida.

O resultado é um mercado em adaptação, que começa a observar um consumidor menos impulsivo, mais seletivo e com menor volume de consumo, um desafio que pode redefinir estratégias de cardápio, porções e modelos de negócio nos próximos anos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Próximo post
Reprodução: X / Puma Football

Enquanto Neymar ganha R$ 4 milhões por mês, maior ciclista do mundo recebe um pouco menos

Confira!

Cachorro - Reprodução/iStock

A psicologia explica por que quem conversa com o pet como se fosse gente tem características acima da média

05/06/2026
Imposto de Renda Receita Federal

Mesmo com problemas na pré-preenchida, declaração pode virar automática em 3 anos

05/06/2026
Esponja - Reprodução/Unsplash/fcafotodigital

Estudo comprova que a esponja de louça libera microplásticos na água a cada vez que é usada

05/06/2026

Copyright Tribuna de Minas. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a autorização escrita da Tribuna de Minas

Contato

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Tribuna de Minas