A crise financeira no Botafogo parece não ter fim. Nesta terça-feira (14), os torcedores botafoguenses foram surpreendidos com a notícia de que o clube está sendo colocado à venda nos classificados de um jornal especializado no mercado financeiro. A decisão de colocar um anúncio nos jornais partiu da empresa que administra judicialmente o Grupo Eagle.
A Cork Gully colocou o Botafogo SAF à venda no periódico britânico “Financial Times” na última sexta-feira (10). A consultora colocou à venda “os principais ativos da empresa, nomeadamente as suas participações maioritárias.” Entre os ativos destacados, estão o Botafogo SAF, descrito como “um dos clubes mais históricos do Brasil.” Além do time brasileiro, o RWDM Brussels, da Bélgica, e a participação da Eagle Football Group SA, que possui ações no Olympique Lyonnais, da França também foram colocadas no classificado.
O anúncio no conceituado jornal de negócios encerra com o endereço e email [email protected] para os interessados em adquirir os clubes citados pela Cork Gully.
O empresário norte-americano John Textor, dono do Botafogo SAF, enviou um email ao canal ESPN e explicou que a ação da consultora britânica é um movimento normal dentro do mundo dos negócios.
– “É uma exigência rotineira e legal em qualquer administração judicial, pois eles sabem que os acionistas e credores atuais farão ofertas. Portanto, eles precisam solicitar propostas do público antes de fechar qualquer negócio internamente.” – escreveu Textor.
Botafogo SAF acumulou dívida bilionária
Nas últimas semanas, o Botafogo tem sido motivo de preocupação por vários especialistas no ramo financeiro. O clube carioca ainda nã divulgou os balanços financeiros da ´´última temporada, mas a imprensa carioca já especulou valores nada animadores para a torcida do Glorioso.
O jornal O Globo divulgou nos últimos dias que a dívida a curto prazo da parte SAF do clube aumentou para R$ 1,6 bilhão. Somada às dívidas de longo prazo, o Botafogo acumula R$ 2,7 bilhões.
No início do ano, o Botafogo SAF realizou o pedido de Recuperação Judicial, para ajudar a quitar os valores em débito, no entanto, o pedido ainda não foi homologado.






