O avanço do maruim (Culicoides paraensis) tem sido observado em diferentes regiões das Américas, especialmente durante períodos de calor intenso e alta umidade, como em áreas de Santa Catarina.
O inseto é extremamente pequeno, com cerca de 3 milímetros, menor que os mosquitos comuns, e apresenta ampla distribuição, do norte dos Estados Unidos até a Argentina.
Sua ocorrência é mais frequente em ambientes ricos em matéria orgânica, como áreas alagadas, florestas, mangues e zonas agrícolas.
As picadas do maruim também têm gerado preocupação, pois provocam coceira intensa, ardência e irritações na pele.
Impacto do inseto
Epidemiologia e transmissão
- O maruim é reconhecido como principal vetor do vírus Oropouche, associado à febre de Oropouche, uma arbovirose emergente na América Latina.
- A transmissão ocorre quando o inseto pica uma pessoa infectada e, posteriormente, passa o vírus a outros indivíduos.
- Apenas as fêmeas picam, pois necessitam de sangue para o desenvolvimento dos ovos
Sintomas da infecção
- Febre alta
- Dor de cabeça intensa
- Dores musculares e articulares
- Náuseas e mal-estar
- Possível confusão com dengue e chikungunya
Evolução clínica da doença
- Em geral, apresenta evolução autolimitada, com duração de alguns dias a uma semana
- Pode haver recidiva dos sintomas em parte dos casos
- Em situações raras, há registro de complicações neurológicas
Controle e prevenção
O controle do inseto é dificultado por seu tamanho reduzido, que reduz a eficácia de barreiras físicas tradicionais, e pela adaptação a locais úmidos e ricos em matéria orgânica, onde sua presença tende a se intensificar.
A prevenção envolve medidas como uso de repelentes, proteção corporal com roupas adequadas, instalação de telas em ambientes fechados e eliminação de focos de reprodução por meio da gestão de resíduos e drenagem de áreas alagadas.
Especialistas destacam o controle ambiental e a vigilância contínua como principais estratégias de contenção.






