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Tome muito cuidado antes de comprar carregador ou pode correr sérios riscos

Por Yasmin Henrique
18/04/2026
Em Mais Tendências, Colunas
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Especialista revela o erro que quase todo mundo acha que destrói cabos de celular

(Foto: reprodução/Andrey Matveev/Pexels)

A venda de carregadores falsificados vem crescendo no mercado de acessórios eletrônicos e representa riscos diretos à segurança do consumidor e ao funcionamento adequado de dispositivos móveis.

Especialistas alertam que os responsáveis por essas falsificações utilizam estratégias cada vez mais sofisticadas para simular autenticidade, como a inclusão de pesos metálicos para reproduzir o peso de modelos originais. 

A prática pode ocultar a ausência de componentes internos de proteção e ampliar o risco elétrico.

Entre os sinais de que o produto pode ser falsificado estão embalagens com impressão de baixa qualidade ou erros de grafia, preço muito abaixo da média de mercado, acabamento frágil, emissão de zumbidos ou estalos durante o uso, aquecimento excessivo e ausência ou irregularidade no número de série e no selo de certificação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Riscos dos carregadores falsos

  • Superaquecimento: modelos sem certificação ou com engenharia deficiente podem aquecer excessivamente mesmo em uso normal, aumentando o risco de curto-circuito, derretimento do invólucro plástico e incêndios.
  • Risco de choque elétrico: isolamento interno insuficiente ou inexistente pode expor partes energizadas. Falhas estruturais podem permitir que tensões perigosas atinjam superfícies externas, colocando o usuário em risco.
  • Danos ao dispositivo: tensão e corrente instáveis comprometem o sistema de gerenciamento de energia, aceleram o desgaste da bateria, reduzem sua vida útil e podem causar danos permanentes à placa lógica.
  • Ausência de proteção elétrica: a falta de mecanismos contra sobrecarga e sobrecorrente força o aparelho a operar fora dos parâmetros técnicos recomendados.

Testes de segurança realizados por entidades internacionais indicam que mais de 90% dos carregadores falsificados não atendem a critérios básicos de proteção contra choque elétrico e falhas de isolamento. 

Regulação

Do ponto de vista regulatório, carregadores originais passam por homologação e testes técnicos rigorosos. No Brasil, a certificação é realizada pela Anatel, que avalia critérios como isolamento elétrico, resistência, compatibilidade eletromagnética e proteção contra sobrecarga.

Em outros países, selos como CE, UL e FCC desempenham função semelhante. Já os falsificados frequentemente exibem certificações irregulares, sem terem sido efetivamente testados.

Embora o preço inicial seja mais alto, o carregador original oferece maior segurança, desempenho adequado e melhor custo-benefício a longo prazo, reduzindo riscos ao usuário, ao aparelho e à instalação elétrica.

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Yasmin Henrique

Yasmin Henrique

Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

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