A infertilidade masculina tem crescido globalmente, associada a fatores ambientais, biológicos e mudanças no estilo de vida. Entre 1973 e 2018, estudos apontam queda de 51,6% no volume de sêmen e de 62,3% na contagem de espermatozoides, com aceleração após 2000, chegando a 2,64% ao ano em alguns grupos.
Especialistas destacam que aproximadamente 45% dos casos de infertilidade conjugal estão relacionados a fatores masculinos.
O problema não se restringe à quantidade de espermatozoides, mas envolve também a qualidade genética, especialmente a fragmentação do DNA espermático, que compromete a capacidade reprodutiva e pode aumentar com a idade.
Fatores que podem causar infertilidade
- Alterações genéticas e cromossômicas – como a síndrome de Klinefelter, que afetam a produção de espermatozoides.
- Distúrbios hormonais – desequilíbrios de testosterona, FSH e LH comprometem a espermatogênese.
- Condições estruturais – criptorquidia e defeitos anatômicos prejudicam a formação de espermatozoides.
- Problemas urogenitais – varicocele, infecções sexualmente transmissíveis, prostatites, obstruções no trato espermático e disfunções ejaculatórias.
- Estilo de vida inadequado – tabagismo, consumo excessivo de álcool e drogas, obesidade, dieta desequilibrada, sedentarismo, estresse e privação de sono.
- Uso de hormônios e anabolizantes – testosterona exógena e esteroides suprimem a produção natural de espermatozoides.
- Exposição ambiental e ocupacional – pesticidas, metais pesados, solventes, poluentes e calor excessivo afetam a qualidade seminal.
- Idade avançada do pai – homens acima de 50 anos apresentam maior fragmentação do DNA espermático e declínio da fertilidade.
- Doenças e tratamentos médicos – quimioterapia, radioterapia, diabetes, doenças neurológicas e traumas testiculares comprometem a função reprodutiva.
Busca por respostas
Atualmente, especialistas orientam que casais procurem avaliação médica após um ano de tentativas sem concepção, ou seis meses se a mulher tiver mais de 37 anos.
A infertilidade não é mais considerada um problema exclusivamente feminino, embora muitos homens ainda relutem em buscar diagnóstico por associá-lo equivocadamente à perda de virilidade.
O espermograma segue como exame principal na investigação e poderá futuramente fazer parte de protocolos preventivos de saúde masculina.
Dependendo da causa identificada, o tratamento pode envolver medicamentos, cirurgias, técnicas de reprodução assistida ou procedimentos capazes de restabelecer a produção de espermatozoides.






