A osteoartrite de joelho, também chamada de artrose, é uma das formas mais frequentes de doença articular degenerativa em adultos.
A condição se caracteriza pelo desgaste gradual da cartilagem que reveste os ossos, comprometendo a função da articulação ao longo do tempo e podendo causar dor, rigidez e limitação de movimentos.
Globalmente, a condição acomete cerca de 23% das pessoas acima de 40 anos, atingindo quase metade da população aos 85 anos.
Entre os maiores de 60 anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 60% e 80% desenvolvam algum grau de artrose, especialmente em articulações de sustentação de peso, como joelhos, quadris e coluna.
Joelho desgastado
Fatores que aumentam o risco de artrose:
- Envelhecimento, que reduz a capacidade de regeneração da cartilagem
- Predisposição genética
- Esforços repetitivos e impactos frequentes nos joelhos
- Sobrepeso
- Lesões prévias em ligamentos ou meniscos
- Alterações hormonais, como queda de estrogênio na menopausa
- Condições metabólicas, incluindo diabetes e síndrome metabólica
- Hábitos de vida sedentários ou tabagismo
- Alterações anatômicas, como desalinhamento dos membros inferiores ou discrepância no comprimento das pernas
Sintomas da artrose de joelho:
- Dor e inchaço
- Rigidez ao iniciar movimentos
- Crepitações (sensação de osso raspando)
- Limitação progressiva da amplitude de movimento
- Em estágios avançados: esporões ósseos (osteófitos) e afilamento do espaço articular
Diagnóstico:
- Inicialmente clínico, com base em exame físico e avaliação dos sintomas
- Complementado por radiografia simples para avaliar desgaste e desalinhamento
- Em casos iniciais ou duvidosos, ressonância magnética para identificar alterações sutis da cartilagem
Tratamento
A artrose não tem cura, mas o tratamento busca controlar sintomas, reduzir inflamação e preservar a função do joelho. Em casos leves, recomenda-se fortalecimento e alongamento, perda de peso e analgésicos.
Estágios intermediários podem ser tratados com infiltrações de ácido hialurônico, PRP ou células da gordura para retardar o desgaste e aliviar sintomas.
Em quadros avançados, bloqueio nervoso temporário ou prótese de joelho podem restaurar mobilidade e qualidade de vida.
Pesquisas também apontam que o uso de órteses, hidroterapia e programas de exercícios supervisionados contribuem para fortalecer a articulação, reforçando a necessidade de um plano de tratamento personalizado, adaptado ao grau da doença e às condições específicas de cada paciente.





