Em janeiro de 2026, 81,3 milhões de brasileiros estavam endividados, sendo 26,3% com bancos e cartão de crédito, segundo dados do Serasa. O cartão de crédito, embora prático e cheio de vantagens, pode se tornar um risco financeiro quando a fatura não é paga integralmente.
Quando o saldo total da fatura não é quitado, o valor remanescente entra no crédito rotativo, uma das linhas de crédito mais caras do sistema financeiro.
O pagamento mínimo, geralmente cerca de 15% do total da fatura, evita a inadimplência imediata, mas não resolve a dívida. Ele inclui saldo de faturas anteriores, parte das compras do mês, juros, IOF e parcelas de acordos existentes, mantendo o consumidor em risco de acumular encargos elevados.
Rotativo do cartão
Em 2025, as taxas médias do crédito rotativo chegaram a 450% ao ano e, mesmo com limites regulatórios, não houve queda significativa. A inadimplência nessa modalidade atingiu 64,7%, mesmo com baixo desemprego e aumento da renda, mostrando que muitas famílias enfrentam dificuldade para quitar essas dívidas.
Especialistas alertam que, no rotativo, os juros compostos podem gerar um ciclo de endividamento crescente, dificultando o pagamento integral da fatura.
Para conter os encargos, uma nova regra limita os juros e cobranças a 100% do valor principal, restringindo o total devido ao dobro do valor original e buscando reduzir práticas abusivas, oferecendo alívio a consumidores com dívidas elevadas.
Alternativas
O parcelamento da fatura surge como alternativa ao crédito rotativo, permitindo dividir o valor devido em parcelas fixas com juros já incluídos. Essa opção oferece maior previsibilidade, ajuda no planejamento financeiro e evita que a dívida cresça de forma descontrolada.
Especialistas recomendam que o pagamento mínimo seja utilizado apenas em situações pontuais, quando há expectativa de quitar o saldo restante no mês seguinte. Caso contrário, o parcelamento é considerado mais seguro.
Antes de decidir entre pagamento mínimo, rotativo ou parcelamento do cartão, é importante simular o custo total, avaliar o impacto das parcelas no orçamento e escolher a alternativa compatível com o fluxo financeiro, priorizando a capacidade de pagamento real em vez do valor aparentemente mais baixo.





